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Economia

Venda de combustíveis bate recorde e atinge 1 bilhão de litros em AL

O volume representa um aumento de 4,98% em relação ao ano anterior, segundo levantamento divulgado pela ANP

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 27/01/2024 - Matéria atualizada em 27/01/2024 às 04h00

O consumo de combustíveis líquidos bateu recorde em Alagoas no ano passado e atingiu um bilhão de litros, informou na sexta-feira (26), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). O volume representa um aumento de 4,98% em relação aos 900 milhões de litros comercializados em 2022. A conta considera as vendas de gasolina, diesel, etanol e óleo combustível.

O consumo de combustíveis em Alagoas foi puxado pela gasolina comum, que registrou um aumento de 8,18% em relação a 2022, atingindo 505,1 milhões de litros – mais da metade de todo os produtos comercializados no estado.

O diesel aparece em segundo lugar no ranking, com o consumo de 418,6 milhões de litros, uma alta de 6,07% ante o volume consumido no ano anterior.

Depois de ter fechado 2022 com um aumento de 11,21% no consumo, que atingiu 79,6 milhões de litros, o etanol hidratado encerrou o ano passado com uma retração de 19,13% nas vendas, que atingiram 64,3 milhões de litros.

O óleo combustível fecha a lista com 590 mil litros comercializados, um crescimento de 7,11%.

BRASIL

Em todo o país, foram consumidos 129,6 bilhões de litros de combustíveis no ano passado, alta de 4,8% em relação a 2022. No mercado automotivo, as vendas de gasolina e etanol subiram 6,2%, para 62,2 bilhões de litros.

A alta foi puxada pela gasolina, cujas vendas cresceram 6,9%. O mercado de etanol hidratado, seu principal concorrente, teve aumento bem menor, de 4,5%.

Considerando o etanol anidro, que é misturado à gasolina, a ANP estima que a participação do biocombustível nesse mercado ficou em 46%, contra 46,3% do ano anterior. É o menor patamar desde os 44% de 2017. Em 2019, melhor ano, chegou a 54%.

Já as vendas de diesel também foram recordes, chegando a 65,5 bilhões de litros, alta de 3,5% em relação a 2022. Neste caso, houve avanço da fatia de biodiesel, que foi de 11%, contra 10% no ano anterior. Ainda assim, é um patamar menor do que os verificados em 2020 e 2021.

A indústria de setor de cana-de-açúcar avalia que a opção do consumidor pela gasolina reflete o desequilíbrio tributário provocado com a redução dos impostos sobre a gasolina pelo governo Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Os subsídios tributários ao derivado de petróleo foram mantidos pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até julho de 2023, apesar das cobranças pela redução do consumo de combustíveis fósseis em meio à emergência climática.

Por região, as vendas de combustíveis líquidos no ano passado foram puxadas pelo Sudeste 55,6 bilhões de litros. Em seguida aparecem o Sul (24,9 bilhões), Nordeste (21,4 bilhões), Centro-Oeste (16,6 bilhões) e Norte (11,1 bilhões).

No Nordeste, o consumo foi puxado pela Bahia, com 6,5 bilhões de litros. Em seguida aparecem o Maranhão e Pernambuco (com 3,2 bi, cada), Ceará (2,8 bi) e Paraíba (1,4 bi). Sergipe aparece em último lugar do ranking, com a venda de 800 milhões de litros.

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