app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5647
Economia

Financiamento imobiliário movimenta R$ 840 milhões no estado em um ano

Em 2023, foram financiadas 3.459 unidades habitacionais, segundo levantamento de associação do setor

Por Hebert Borges | Edição do dia 03/02/2024 - Matéria atualizada em 03/02/2024 às 04h00

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança movimentaram R$ 840,9 milhões em Alagoas no ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O valor é 10,5% menor que os R$ 939,9 milhões movimentados em 2022.

Em todo o Brasil, o volume de financiamento imobiliário chegou a R$ 251 bilhões, o que representa um crescimento de 4% em comparação a 2022 e uma movimentação de 994 mil unidades.

No caso de Alagoas, foram financiadas 3.459 unidades no ano passado, uma retração de 8,7% em relação a 2022. O mês com mais unidades financiadas em Alagoas no ano passado foi março, com 523. Logo em seguida aparece agosto com 414 unidades. Novembro fecha o ranking com 368 unidades vendidas.

No ano passado Maceió teve a maior alta de preços de imóveis residenciais do Brasil, de acordo com o Índice FipeZap. O aumento aferido na capital alagoana foi de 16%, enquanto o percentual nacional foi de 5,13%. No mesmo período, a inflação foi de 4,45%. Analisado apenas o mês de dezembro, Maceió teve o 6° maior aumento de preços do Brasil, com avanço de 0,49%. Ainda assim, acima da média nacional para o mês, que foi 0,29%, e da inflação de 0,40%.

O metro quadrado mais caro de Maceió está no bairro de Pajuçara (R$ 9.617), conhecido pela praia que lhe dá nome. Já o maior aumento foi registrado no bairro de Serraria, na parte alta da cidade, que viu o preço do metro quadrado saltar 34,2% e chegar a R$ 4.201. Ponta Verde (R$ 9.272) e Jatiúca (R$ 9.207) completam o ranking do metro quadrado mais caro da cidade. Este dois últimos, assim como Pajuçara, recebem o nome da praia que os margeia.

Este ano, considerando apenas o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), foram financiados R$ 153 bilhões em 2023, recuo de 14,6% em relação a 2022, mas atingindo a 3ª maior marca de produção da história.

“Mesmo com essa redução de 15% ano contra ano, nós estamos falando do terceiro melhor ano de produção de crédito imobiliário do SBPE. É uma marca bastante importante e mostra que o mercado de maneira geral está operando em novos patamares em termos de produção, em termos de volume”, disse o presidente da Abecip, Sandro Gamba.

Já os financiamentos pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), atingiram o recorde de R$ 97,7 bilhões, alta de 59% ante 2022.

Já as operações com recursos do FGTS decorrentes do Programa Minha Casa, Minha Vida tiveram um crescimento de 59% em comparação com o ano passado e atingiram R$ 98 bilhões. O ano de 2023 foi o melhor da série histórica do segmento, com uma movimentação de 494 mil unidades. Em 2022, o segundo melhor ano da história, o valor foi de R$ 62 bilhões.

Em relação ao financiamento para 2024, as projeções da Abecip apontam para estabilidade. “O patamar de financiamentos imobiliários com recursos da poupança SBPE deve ficar próximo dos R$ 153 bilhões concedidos em 2023. O volume deve continuar prevalecendo entre os melhores resultados da história”, diz trecho de relatório da entidade.

Mais matérias
desta edição