Produção
‘Prévia do PIB’ aponta alta de 2,45% em 2023
Dado fechado de toda a riqueza produzida no país de 2023 vai ser divulgado pelo IBGE no dia 1º de março
A economia do Brasil cresceu 2,45% em 2023, de acordo com o IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central. Ele é considerado a prévia do PIB, o Produto Interno Bruto. O Banco Central divulgou os números nesta segunda-feira (19).
Apesar do crescimento, o resultado mostrou desaceleração da economia em relação a 2022, quando a alta do índice foi de 2,77%.
Em dezembro do ano passado, a taxa de crescimento foi de 0,82%. O economista e professor da UnB, César Bergo, diz que o resultado do fim do ano surpreendeu após quedas e ficou acima do esperado pelo mercado.
“A economia brasileira mostra-se resiliente e tem um certo dinamismo, podendo, então, apontar para que alcance aquele crescimento tão esperado de 3%, que vai ser divulgado pelo IBGE”, afirmou Bergo.
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Para 2024, a expectativa é positiva. A queda da taxa básica de juros deve ajudar a esquentar alguns setores, segundo Cesar Bergo.
“Para 2024 a expectativa é que esse dinamismo perdure, mas com menor intensidade. E possamos observar uma retomada gradual de alguns setores, sobretudo, em razão dos cortes na taxa básica de juros que pode favorecer os segmentos da indústria, construção civil, varejo e os investimentos. Portanto há uma expectativa de um crescimento melhor para 2024 e até o próprio FMI vem apontando nesse sentido”, disse o economista.
No último trimestre do ano passado – no caso, outubro, novembro e dezembro – a economia cresceu 0,22%. Frente ao último trimestre de 2022, o crescimento foi de 1,8%.
O dado fechado do PIB de 2023 vai ser divulgado pelo IBGE no dia 1º de março.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país e é um dos principais índices usados para medir o comportamento da economia.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 11,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.
A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Comitê de Política Monetária do BC aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.