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Economia

Pernambuco lucra com com�rcio de fantasias em Macei�

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Felipe Farias Repórter A baixa industrialização de Alagoas se faz sentir até mesmo em momentos que, aparentemente, nada têm a ver com esse tema. Mas a economia do carnaval revela: por menos elaborados que sejam os produtos, itens como fantasia, enfeites, adereços e acessórios são importados. E variedade não falta. No mais tradicional armarinho de Maceió são mais de cem modelos de máscaras, confeccionadas com diferentes matérias-primas e destinadas a várias idades: de ?emborrachados? para criança, a PVC ou papelão para adultos. ?Compramos no Recife ou Caruaru. Quase nada é comprado aqui?, diz Rosivaldo Moura, presidente da associação que representa os vendedores ambulantes do Centro de Maceió. ### Falta de fábricas favorece vendedores recifenses Tanto o comerciante Isaías Costa Santana quanto os dois primos, um sobrinho e uma sobrinha são do Recife (PE) e vêm vender em Maceió, para fugir da concorrência, mas diziam ter planos de retornar para a capital pernambucana ontem, para aproveitar um apelo de vendas de peso: o desfile do Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo. A tirar pela quantidade de produtos, a folia garante produção e venda de boa quantidade de produtos, das mais variadas matérias-primas: plástico, tecidos ou papelão. ### Investimentos têm retorno garantido Ana Cláudia Dolores Agência Nordeste Recife, PE ? Para milhões de brincantes, passar o carnaval no Nordeste significa diversão garantida. Para outro bloco, o dos investidores, os dias de Momo representam um grande negócio. Somente nas três cidades nordestinas onde o carnaval costuma atrair multidões, Recife e Olinda, em Pernambuco, e Salvador, na Bahia, a folia está custando às prefeituras uma cifra total de mais de R$ 60 milhões. As festas nas cidades recebem, ainda, aportes da iniciativa privada, que enxerga no carnaval um grande filão para fazer negócios. A aplicação feita tem retorno certo não só durante os dias de folia, mas ao longo do ano, segundo garantem os investidores. ### Patrocinadores ganham com divulgação Nas demais capitais do Nordeste, os gastos com o carnaval são menos representativos. A Prefeitura de Maceió não soube mensurar o valor investido na festa Para quem patrocina a festa, o retorno se dá na divulgação da marca e na maior consumação dos produtos oferecidos pela empresa. A Redecard, que está investindo no carnaval do Recife, está com sua marca exposta em peças que fazem parte da decoração da festa na cidade, além de camarotes, outdoors, banners, artigos promocionais e materiais de divulgação. ?Investir no carnaval faz parte de nossa ação de marketing. Nossa marca aparece incentivando a cultura e está presente junto aos clientes portadores de cartões?, relacionou o diretor comercial da Redecard, David Zini. ///

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