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Economia

Vendas no comércio em Alagoas têm a 10ª maior alta do Brasil

Já na passagem de dezembro para janeiro, as vendas cresceram 1,3%, o 7° menor resultado do Brasil, aponta o IBGE

Por Hebert Borges | Edição do dia 15/03/2024 - Matéria atualizada em 15/03/2024 às 04h00

As vendas no comércio de Alagoas aumentaram 6,2% em janeiro deste ano ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com pesquisa divulgada nessa quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é o 10° maior do país e 4° do Nordeste. Em nível nacional, no mesmo recorte, o Brasil teve alta de 4,1%.

Já na passagem de dezembro para janeiro, as vendas cresceram 1,3%, o 7° menor resultado do Brasil, que registrou 2,5% de alta nacionalmente. Esta é a primeira alta nacional estatisticamente significativa desde setembro do ano passado, quando o crescimento foi de 0,8%. Depois disso, o comércio passou por dois meses de estabilidade (-0,3% em outubro e 0,2% em novembro) e um de queda (-1,4% em dezembro).

Com isso, em janeiro, o setor operava no país 5,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 0,8% abaixo de seu nível recorde, alcançado em outubro de 2020.

“O comércio varejista veio de dois meses mais fracos, em que os resultados foram bastante abaixo do que poderíamos ter visto. Esse é um comportamento que foi observado não só em 2024, mas também em outros anos, quando, por exemplo, houve queda nas vendas no fim de 2022 e uma recuperação em janeiro”, lembra o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Cinco das oito atividades investigadas na pesquisa avançaram em janeiro deste ano. Dentre elas, os destaques foram as de tecidos, vestuário e calçados (8,5%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (6,1%), que exerceram as principais influências sobre o resultado total do comércio varejista.

“Setorialmente, os resultados vieram com muita amplitude de crescimento em setores que tiveram queda grande no Natal, depois de concentrar as vendas na Black Friday. Isso aconteceu em tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos (3,6%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,2%), que, juntos, puxaram o crescimento do varejo em janeiro”, destaca o pesquisador.

Uma das mais prejudicadas durante a pandemia de Covid-19, a atividade de tecidos, vestuário e calçados registrou queda de 6,9% em dezembro. “Esse setor ainda está longe de se recuperar das perdas da pandemia. Entre as atividades pesquisadas, é a segunda que está mais distante do patamar de fevereiro de 2020, perdendo, nesse sentido, apenas para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que está 46,7% abaixo desse nível”, pontua Cristiano. Com o resultado de janeiro, o setor de tecidos se encontrava 19,3% abaixo do nível pré-pandemia.

Ele observa que um dos fatores que atingiram o setor de tecidos foi a crise contábil de grandes cadeias de lojas. “No final de 2022 e ao longo do ano seguinte, algumas empresas revisitaram seus balanços e tiveram que fechar lojas físicas, o que acabou deixando o patamar bem abaixo”.

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