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Economia

Mineradora pode criar 1,5 mil empregos

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No fim dos anos 1980, a então companhia Vale do Rio Doce descobriria uma riqueza inestimável no solo alagoano. Depois de algumas análises geológicas, técnicos da mineradora constataram a presença de alguns metais, entre eles cobre, ferro e ouro, na região do Agreste. Na época, a novidade deixou a população do município de Craíbas ? distante 113 km de Maceió ? eufórica. A ?descoberta? de ouro na região passou a ser tema de conversas em praças e nos bares da cidade, onde se reuniam parte dos moradores. ### NE: Alagoas tem 2,71% da produção Atualmente, Alagoas contribui com 2,71% do valor da produção mineral de todo o Nordeste. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) ? órgão que fiscaliza a arrecadação da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), a maior parte dessa produção é de salgema, que coloca o Estado como um dos maiores produtores do Brasil de soda cáustica e cloro. Distribuída entre município, Estado e União ? em valores respectivos de 65%, 23% e 12% ? A CFEM de Alagoas garante ao governo federal (que abocanha a menor fatia) cerca de R$ 300 mil todos os anos, segundo informou o diretor do DNPM, José Antonio Alves dos Santos. ### Mineradora quer criar 1,5 mil postos Um dos fatores que fizeram o governo de Alagoas voltar suas atenções para a mineradora Vale Verde está ligado à abertura de postos de trabalhos. Durante a visita ao projeto que a companhia tem em Goiás, a direção da mineradora anunciou à comitiva a criação de pelo menos mil postos de trabalho em Craíbas ? na fase de construção ? e outros 500 a partir de seu funcionamento, que deve ocorrer entre o fim de 2010 e início de 2011. Atualmente, somente com os estudos e uso do solo, a mineradora desembolsa ao município cerca de R$ 50 mil anuais. ### Estado faz exigências à companhia Para que o Estado apoiasse o projeto de mineração da Vale Verde, os diretores da companhia tiveram que aceitar algumas exigências do governo. A primeira delas é a de que todas as compras da mineradora sejam feitas em Craíbas, um município com menos de 30 mil habitantes cuja a maior atividade econômica é a agricultura. ?Caso o município não tenha [para vender], a companhia terá de comprar em Arapiraca, a cidade mais próxima. Acontecendo o mesmo, as compras passariam a ser feitas em Maceió. Somente em último caso é que se compraria fora do Estado?, ressalta o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes. ### Setor deverá crescer nos próximos cinco anos O crescimento da economia global, previsto para superar a taxa de 4% ao ano nos próximos cinco anos, deve garantir bons resultados para a indústria de mineração neste período, de acordo com o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco. Segundo o executivo, este índice de crescimento supera o ritmo histórico médio de 3,5% dos últimos 40 anos. ?Estamos vivendo uma fase de ouro na economia mundial e os países emergentes estão alimentando cada vez mais a demanda por metais?, disse recentemente. ?Os riscos diminuíram para o setor?, acrescentou. ### Exploração exige licença ambiental Para ter direito à exploração do solo, a mineradora Vale Verde precisa apresentar todas as licenças ambientais ao Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia e que é responsável pela regulamentação do setor. Segundo o diretor do DNPM em Alagoas, José Antonio Alves dos Santos, há um trâmite legal para isso. ?Todos os recursos minerais são bens da União?, informa. ?Assim, a pesquisa, lavra, beneficiamento, distribuição, consumo ou utilização de tais recursos devem se adequar a alguns regimes?, conta. ### Agricultor desconhece riquezas em propriedade | Fernando Vinícius - Repórter Craíbas ? O agricultor Domingos Antônio de Oliveira, 60, cresceu e criou os nove filhos com o que conseguiu produzir em suas terras, situadas no Agreste de Alagoas, especificamente no povoado Lajes, município de Craíbas. Há oito anos, abandonou a cultura do fumo por conta da queda do preço e por ter sido vítima dos agrotóxicos que aplicava na plantação. Desde então, sobrevive da rentabilidade proporcionada pelo plantio da mandioca, do milho e do feijão, mas uma nova mudança pode acontecer. ### Mineradora trabalha em silêncio Apesar do acesso negado, é possível ver do lado de fora a enorme quantidade de caixotes de madeira que guardam as amostras retiradas pela empresa. A demanda é tão grande que até uma pequena serraria funciona no local, indício de que, pelo menos as análises do solo, estão a todo vapor. Apesar das evidências do trabalho em curso, reina o silêncio. As perguntas são evitadas com respostas evasivas ou justificadas pela orientação de que ?só o dono pode falar?. ### Cial anuncia novos investimentos no Estado | Edivaldo Junior- Editor Gazeta Rural Com mais de 30 anos de atuação no Estado, 1,5 mil empregos diretos, duas fábricas, vários centros de distribuição, central de logística e atuação em seis Estados, a Companhia Alagoana de Refrigerantes anuncia nos próximos dias novos investimentos no Estado. Nos últimos anos, a empresa, fabricante dos produtos The Coca-Cola Company e distribuidora de todas as marcas da FEMSA Cerveja Brasil, promoveu três grandes ampliações nas unidades de Maceió e Arapiraca, com investimentos de aproximadamente R$ 100 milhões nos últimos anos. ### Grupo fortalece negócios em AL Os novos investimentos da Cial reforçam a estratégia do grupo Constâncio Vieira em fortalecer os negócios em Alagoas, especialmente na área de bebidas. Sediado em Sergipe, o grupo atua em diversas áreas. Além da produção e distribuição de bebidas, o Sistema Empresarial Constâncio Vieira, fundando em 1912 possuiu indústrias têxteis, a GUF Indústria Química e Farmacêutica , a Crystal Nordeste e Fabrica de Refrigerantes. Com a Companhia Alagoana de Refrigerantes o grupo ?tem feito muito pela economia do Estado?, explica Tércio Miranda. ### Capacidade instalada aumenta 80% Os investimentos da Cial resultaram num aumento, desde 1999, de 80% da capacidade instalada das unidades de Maceió e Arapiraca. A capacidade instalada de produção de garrafas (sopradora) cresceu 91%. Foram 43,2 milhões de garrafas produzidas entre 1999 e 2006. Hoje a empresa comercializa mais de 300 produtos dos segmentos de refrigerantes, água mineral natural, água mineral flavorizada, cervejas, sucos, chás, energéticos e isotônicos. Os novos investimentos da Cial vão dobrar a capacidade produtiva da empresa, a partir do uso de novas tecnologias e equipamentos de linha. ///

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