Economia
�lcool: produtores criticam falta de incentivo no Estado
A assinatura de um convênio, ontem à tarde, entre o governo de Alagoas e a Ipiranga, distribuidora de combustíveis, colocou em xeque a política estadual para o setor sucroalcooleiro, o mais importante da economia alagoana. Embora de pequena importância econômica, o convênio, que prevê a conversão de 200 veículos do governo para o uso de gás combustível, tem um claro significado político. ?O Estado de Alagoas é o único grande produtor de cana do País que não tem uma legislação específica para o setor?, lembrou o diretor comercial da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool do Estado, José Ribeiro Toledo Filho, criticando indiretamente o incentivo a outro combustível e o esquecimento do álcool. ?Politicamente, seria muito importante iniciativas desse tipo em favor do álcool combustível?, completou. Toledo lembra que Estados vizinhos, a exemplo de Pernambuco, Bahia e Paraíba, têm políticas de incentivo fiscal para o setor sucroalcooleiro. ?Aqui o incentivo para o setor é zero. E mesmo o incentivo para os outros setores é praticamente inexistente?, enfatiza. O setor sucroalcooleiro gera 130 mil empregos diretos durante a safra, nos seus mais diversos segmentos (campo, indústria e administração) e é responsável por 17% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. ?Em São Paulo, Estado mais rico do País, onde o setor tem uma participação em termos percentuais bem menor, o governo incentiva o uso do álcool. Lá, toda a frota pública estadual é movida a álcool. Outros Estados produtores, a exemplo do Paraná, também incentivam o uso do combustível?, argumenta. ?Somente em Alagoas, atualmente o segundo produtor de cana do País, é que o uso do álcool não encontra incentivo público?, completa.