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Febre aftosa faz Estado perder dinheiro

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A partir da próxima terça-feira, quando o governo der início à nova etapa de vacinação contra a febre aftosa, muitos interesses estarão em jogo. O maior deles, certamente, será o de retirar o Estado da zona de risco desconhecido da doença. De antemão, sabe-se que não será uma tarefá fácil. Para quem ainda não se deu conta, além da atual situação que o rebanho alagoano se encontra, é preciso chegar a outras. ?Não basta apenas sair da zona de risco desconhecido?, reconhece o secretário estadual de Agricultura, Alexandre Toledo. ?Há outras etapas: a área de risco médio, a zona livre de aftosa com vacinação e a zona livre sem vacinação. Estamos pleiteando [a área de] risco médio?, ressalta. ### Alagoas detém 0,54% do total de cabeças Com um rebanho de 1,12 milhão de animais ? entre bovinos e bubalinos ? Alagoas representa apenas 0,54% do total de cabeças do País, estimado em 207,15 milhões, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de não contar com o rebanho de regiões como Centro-Oeste possui, que concentra a maior parcela, com 33,7% do total nacional, o nosso Estado é parte importante quando o assunto é erradicação da febre aftosa. Depois que a União Européia embargou a entrada de carne brasileira no velho continente, o foco de dezenas de países se concentrou no Brasil, que detém o maior rebanho de bovinos do mundo, superando países como Índia e a China, que detém rebanhos de 181 milhões e 132 milhões de cabeças, respectivamente. ### ?O trabalho será árduo?, diz diretor ?Para tirar Alagoas da zona de risco desconhecido da febre aftosa temos que trabalhar arduamente?. A declaração é do diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), Hibernon Cavalcante. O diretor reconhece que os criadores alagoanos estão mais conscientes sobre os riscos da doença. ?Apesar de percebermos um maior nível de conscientização, o processo educativo é fundamental e continuaremos trabalhando intensamente nesse sentido, dando destaque às regiões litorâneas e Zona da Mata, onde registramos maior resistência à vacinação?, destaca Cavalcante. ### Rebanho alagoano vive dois momentos distintos Há pouco mais de duas semanas, uma vaca alagoana foi vendida por um valor que a tornou o animal de sua espécie mais caro do mundo. A Vala Barros Correia, um animal da raça nelore, bateu o recorde mundial de preços ao ser negociada por R$ 3,64 milhões. O que justifica tamanho valor? ?Alagoas é reconhecida lá fora por seu melhoramento genético?, explica o secretário estadual de Agricultura, Alexandre Toledo. Apesar disso, agropecuaristas que investiram grandes somas de dinheiro para chegar a tal patamar, levam na bagagem ? junto com suas matizes perfeitas e disputadas no mercado nacional ? a pecha de estarem situados num estado de risco desconhecido da febre aftosa. ### Falta de pessoal atrapalha campanha Um dos fatores que tem impedido o êxito da campanha contra a febre aftosa em Alagoas é a falta de profissionais na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal). A constatação é do chefe da Divisão Técnica do Ministério da Agricultura em Alagoas, Leonardo de Azevedo Lessa. Ele lembra que a agência chegou a fazer concurso público para preenchimento de 207 vagas inicialmente, distribuídas entre os cargos de fiscal estadual, técnico administrativo, agente fiscal, assistente administrativo e auxiliar de serviços, em diversos municípios alagoanos. ///

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