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Poupan�a tem capta��o recorde em junho

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Brasília - Assustados com a perda que tiveram nos fundos de investimento, com a mudança na contabilidade das carteiras (a chamada marcação a mercado dos títulos públicos), pequenos e médios aplicadores migraram em massa para a caderneta de poupança. O resultado foi que a poupança teve em junho uma captação líquida recorde de R$ 6,092 bilhões, a maior de toda a série histórica apurada pelo Banco Central desde 1991. Nem mesmo nos meses de dezembro, quando a poupança normalmente registra depósitos elevados por causa do 13º salário, verificou-se desempenho semelhante na tradicional caderneta. Retorno Para técnicos do Banco Central, porém, esse deslocamento não deverá durar muito tempo, já que os aplicadores tendem a voltar para os fundos quando eles voltarem a apresentar rentabilidade positiva. O crescimento dos depósitos de poupança, segundo os técnicos, também não deverá se traduzir em maior volume de financiamentos habitacionais. Isso porque parte do saldo adicional será capturada pela elevação do recolhimento compulsório decretado no mês passado pelo BC. Ao contrário dos meses anteriores, quando os rendimentos creditados nas contas impediram que o saldo da poupança diminuísse, em junho os depósitos em massa foram, realmente, os responsáveis pelo resultado positivo da caderneta. Foram nada menos do que R$ 42,805 bilhões em depósitos contra saques de R$ 37,512 bilhões. Rendimentos Os rendimentos incorporados às contas somaram R$ 799,233 milhões. Em maio foram depositados R$ 39,536 bilhões e retirados R$ 39,824 bilhões e em junho do ano passado entraram R$ 34,598 bilhões contra R$ 34,414 bilhões que foram sacados. Com tanto dinheiro sendo depositado, o saldo de todas as contas de poupança no sistema financeiro saltou de R$ 119,626 bilhões, em maio, para R$ 125,683 bilhões em junho. Nesse mesmo período, segundo o Banco Central, os fundos de investimento sofreram perdas elevadas. Entre 1º e 26 de junho, os saques nos fundos de investimento financeiro (FIF) atingiram R$ 12,573 bilhões. Com isso, o patrimônio total dos FIFs baixou de R$ 335,927 bilhões, em 31 de maio, para R$ 323 355 bilhões em 26 de junho.

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