Agronegócios
Plano Safra prevê R$ 400 bilhões para médios e grandes produtores
Nova versão foi lançada durante cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula
O governo federal detalhou nesta quarta-feira (3) o Plano Safra 2024-2025 voltado à agricultura empresarial. Segundo o Executivo, serão R$ 400 bilhões em créditos rurais para médios e grandes produtores.
De acordo com o governo, o valor destinado a financiamentos rurais para agricultura empresarial nesta edição do programa de incentivo ao setor agropecuário é 10% maior do que o disponibilizado na passada.
A nova versão do Plano Safra foi lançada durante cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o Executivo, aos médios e grandes produtores serão disponibilizados: R$ 293,29 bilhões para custeio e comercialização da produção agropecuária; R$ 107,30 bilhões para investimentos, como compra de maquinário.
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O Plano Safra é lançado anualmente pelo governo, por meio do Ministério da Agricultura, para apoiar a produção agropecuária no país.
Os empréstimos rurais são concedidos com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado — as taxas variam de acordo com o tipo de financiamento.
Mais cedo, na manhã desta quarta, Lula já havia anunciado um Plano Safra para financiar a agricultura familiar — com R$ 75 bilhões em créditos.
Na edição deste ano, o governo manteve um dispositivo que permite reduzir a taxa de juros para produtores que adotam “práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis”.
Em 2023, a redução era de 0,5 ponto percentual na taxa de juros na modalidade de financiamento de custeio da produção agropecuária. Neste ano, será de 1 ponto percentual.A redução também valerá para produtores que estiverem com Cadastro Ambiental Rural (CAR) já analisado.
“O plano safra exuberante pode não ser tudo que a gente precisa, mas é o melhor que a gente pode fazer”, disse Lula em discurso durante o evento no Palácio do Planalto. O presidente garantiu que o governo vai cuidar para que os produtores não tenham prejuízo e disse que é preciso incentivar a produção para reduzir a inflação dos alimentos.
“[Os preços dos alimentos] aumentam em função de determinadas intempéries, quando tem seca, quando chove demais. Então, a gente tem que incentivar as pessoas a plantarem o máximo possível e garantir que, na hora da colheita, a gente não vai deixar eles terem prejuízo porque plantaram demais. O governo tem que garantir um pagamento correto pra que aquelas pessoas possam fazer os seus produtos chegaram no supermercado”, disse Lula.
“Se a gente fizer isso, se a gente comprar as máquinas, produzir mais leite, mais queijo, plantar mais tomate, mais pepino, mais chuchu, não vai ter inflação de alimento. A inflação de alimento ela se dá quando a gente produz menos do que a demanda, que começa a ter escassez no supermercado e aí cada pessoa pede o preço que quiser. Mas a gente tiver produção correta, não faltará produto no supermercado, ninguém precisa aumentar o preço porque a gente vai ter excesso de comida nesse país”, acrescentou.