loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Cultura da mandioca gera R$ 60 milh�es

Ouvir
Compartilhar

Arapiraca ? Já na estrada é possível ver, em meio aos pés de cana-de-açúcar, várias plantações de mandioca. No Agreste alagoano, a raiz, que é a segunda cultura mais importante do Estado, completa o sustento de diversas famílias e está entrando em um período de expansão, através do Arranjo Produtivo Local (APL) da Mandioca. Desde 2004, o APL da Mandioca atua em 14 municípios da região Agreste de Alagoas, com o intuito de articular parceiros para viabilizar o funcionamento da cadeia produtiva da cultura da mandioca. Assim, aumentam a produtividade e o faturamento, atraem novos investidores e criam condições para competir com produtores de outros Estados. ### Arranjo Produtivo Local beneficia 26 mil pessoas Arapiraca ? De acordo com o gestor do APL da Mandioca pelo governo do Estado de Alagoas, Nelson Ribeiro, o arranjo beneficia cerca de 26 mil pessoas, que recebem orientações no campo da produção e da comercialização da mandioca e seus derivados. ?Os agricultores sabem lidar com o cultivo, mas não conseguem negociar o produto. Com os treinamentos do APL, eles são inseridos no âmbito financeiro?, explica. Ainda no período de estudo de campo, os pesquisadores contabilizaram a existência de 500 casas de farinha em condições impróprias de funcionamento. Uma das metas do APL é promover a revitalização de grande parte delas. ### Pernambuco e Sergipe consomem 70% da produção Arapiraca ? O caminhão a que Marcone se refere diz respeito aos beneficiadores do produto ? aqueles que transformam a mandioca em farinha, que podem ser de Alagoas ou atravessadores de outros Estados. Em Alagoas, os beneficiadores são representados pela Associação dos Beneficiadores de Mandioca (ABMAN-AL). Fundada em 2001, a ABMAN possui 18 membros e é formada por proprietários de casas de farinha que atuam na região. Segundo o presidente da associação, Renildo Moura, apenas três ou quatro casas estão funcionando efetivamente. Embora as safras dos últimos dois anos tenham sido boas, vive-se um período de crise, devido à desvalorização da mandioca no mercado. Ele diz que ela é alvo de preconceito de alguns empresários, que a consideram um produto ?pobre? e preferem não investir na mandiocultura. ### Subprodutos passam por testes Embora a Fecularia do Agreste ? que fabrica 50 toneladas de amido de milho por dia ?, não produza o amido modificado, que é usado na indústria farmacêutica e até em placas de computadores, diversos subprodutos e variedades de mandioca estão sendo submetidos a testes e podem estar no mercado nos próximos meses. Um conhecimento passado de pai para filho é de que a manipueira (líquido que sai quando a mandioca é expremida) é venenosa e mata. Isso ocorre devido à presença de ácido cianídrico, que é tóxico. ### Cultivo é momento de reunir família e vizinhos Mesmo com tantas inovações, várias famílias permanecem trabalhando como antigamente. Plantando para consumo próprio, vendendo uma pequena parte da produção e descascando as mandiocas na porta de casa, com os parentes e vizinhos. É a ocasião propícia para aproximar mais ainda os laços afetivos. ?Desde que meus dentes nasceram que meu serviço é esse?, contou Maria José Ferreira, que tirava a casca de uma pilha de mandioca com o marido, Antônio Sebastião de Jesus, e com as vizinhas embaixo de uma árvore, na frente de sua casa, em Lagoa da Canoa. Dos 24 filhos que teve, apenas seis estão vivos, que, naquele momento, estavam na roça. ///

Relacionadas