Economia
Setor metal�rgico em ritmo acelerado
Depois de quase duas décadas de retração, a indústria metalúrgica de Alagoas dá sinais de aquecimento, num processo com características bem peculiares. Primeiramente porque o ?combustível? não é a demanda interna, mas projetos que estão fora do Estado, do vizinho Pernambuco ao longínquo continente africano, e porque a tendência acabou resultando num impasse para que o setor possa atender à necessidade de dar conta do serviço; não por carências na capacidade instalada e sim por falta de mão-de-obra especializada. ### Alagoas atende demanda externa Até pela localização, situada numa das entradas de Maceió, a Fives Lille incorporou a imagem do apogeu da indústria metalúrgica de Alagoas, mas acabou sendo também a do período em que o setor se retraiu. ?Durante muito tempo se disse que a empresa esteve fechada, mas ela nunca fechou?, diz o industrial Luis Carlos Maranhão, que entre os anos de 1968 e 1974 esteve à frente da metalúrgica e conviveu com o auge da empresa e também testemunhou o início da redução das atividades. ### Pequenas empresas também sofrem Na atual conjuntura do setor metalúrgico de Alagoas, resumida na equação expansão de negócios versus escassez de mão-de-obra, a dificuldade para encontrar empregados não é só dos grandes. O torneiro mecânico Otoniel Ferreira de Lima recorreu a um parente para conseguir parte do que diz precisar. ?Se eu tivesse mais gente, poderia dobrar a produção?, explica Tony, como é conhecido, que a exemplo da grande empresa paulista, está treinando o familiar para que trabalhe em sua oficina, no bairro da Santa Lúcia. /// Com a retração, o mercado alagoano perdeu os funcionários experientes, hoje são necessárias formações ?caseiras? para atender aos pedidos da clientela