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Economia

Alagoanos sobrevivem com menos dinheiro

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ROBERTO VILANOVA Os resultados do Balanço Anual, editado pela Gazeta Mercantil, mostram que os alagoanos vivem no limite das dificuldades. Enquanto os 3.464.621 paraibanos aumentaram o poder de compra e os 2 milhões 815 mil e 361 potiguares saíram da posição negativa em 1999 para índice positivo no ano passado, os alagoanos perderam poder de compra, ou seja, são os nordestinos com menos dinheiro no bolso ou nos bancos. O documento assinala que o segundo mercado em tamanho é o Rio Grande do Norte, com o volume de 8 bilhões e 700 milhões em negócios, por ano, registrando o crescimento de 1% no Índice de Potencial de Consumo ? IPC. Há de se destacar dois resultados: em 1999 o IPC do Rio Grande do Norte foi negativo (-1,6%); a população do Rio Grande do Norte (2 milhões 815 mil e 361 habitantes) é menor do que Alagoas ( 2 milhões 867 mil e 832 habitantes). Isto invalida a tentativa de justificar o resultado negativo de Alagoas pela extensão territorial do Rio Grande do Norte, com população menor. Adoção federal O economista Cícero Péricles alerta para o problema da estagnação econômica de Alagoas e é categórico, quando afirma que somente com a ajuda do governo federal o Estado poderá se recuperar. Ele cita o alto endividamento, a fuga de capitais, a queda de receita. ?Alagoas é um caso federal, ou a União adota Alagoas ou não temos saída. A solução dos nossos problemas passa por Brasília, passa pela determinação da bancada federal?, disse o economista. Citando a década de 1990 como marco da derrocada econômica de Alagoas, o economista Cícero Péricles destaca também a necessidade de o Estado planejar o seu futuro. A ausência de projetos e de uma política eficiente capaz de alavancar a economia é entrave que ele aponta como responsabilidades do poder público. Entender a pesquisa Na explicação da metodologia aplicada para o Balanço Anual (para entender a pesquisa), consta o guia de leitura do IPC. Diz o texto: ?O Índice de Potencial de Consumo (IPC), levantado pela Florenzano Marketing ( www.florenzano. com.br) mostra a participação de cada Estado ? e principais municípios ? no consumo do País. Estão computadas as despesas das famílias e alguns itens do aumento do patrimônio, como a compra de veículo ou da casa própria. Não entram gastos relativos à atividade profissional ou realizados com finalidade de negócios. Para se chegar às cifras reais, estimou-se um crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e taxa de inflação de 6,6%?. (Ver quadros abaixo)

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