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Economia

Impacto da infla��o em Alagoas � maior

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Por ter metade de sua população abaixo da linha da pobreza e dois terços dos que estão empregados ganhando menos de um salário mínimo, Alagoas deve sentir de modo mais forte os reflexos da inflação que tem se agravado neste meio de ano. É que, além de todos os reflexos nefastos do processo inflacionário que os brasileiros com mais de trinta anos conhecem bem, cujo golpe fundamental completou 14 anos na última terça-feira, com o aniversário do real e entre os quais merece destaque, o fim da possibilidade de não se fazer mais compras a crédito, a alta de preços penaliza de modo mais cruel um segmento específico da população: justamente quem ganha menos. ?Quanto menor o salário maior é o peso representado pelo item alimentação?, explica o economista Cícero Péricles de Carvalho. ### Setor estuda forma de reduzir preços Levantamento da Secretaria de Planejamento mostra que o morador de Maceió deixou nos caixas de supermercados R$ 200,26 só com os itens que compõem a chamada alimentação básica, que não podem faltar na despensa de qualquer família, leite e trigo (e derivados), feijão, arroz, carnes, verduras e legumes. Mas o presidente da associação que representa o setor, Raimundo Barreto de Souza, a alta nos preços é uma conjuntura que prejudica a todos: ?Não queríamos que isso [alta de preços] acontecesse porque é uma situação em que perde todo mundo?, disse o presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA). ### Alta não representa volta do pesadelo Para o diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Antônio Cabral, a alta de preços é um susto, mas não significa que o pesadelo representado pela inflação esteja de volta. ?O que houve foi um alerta, mas, como o problema é pontual, ou seja, está restrito ao item alimentação, não se pode dizer que a inflação voltou. Temos apenas um fator ? alimentação ? com altas; não é um processo que envolve toda a economia?, explica. ///

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