Economia
Incerteza faz lan�amento de a��es recuar
São Paulo, SP ? As emissões de ações, responsáveis pelo maior volume de recursos captado pelas empresas em 2007, recuaram consideravelmente neste ano. No atual cenário de instabilidade, que tem derrubado de forma considerável a Bolsa, apenas as maiores companhias têm encontrado investidores dispostos a ficarem com suas ações. Em 2007, houve número recorde ? 64 ? de companhias estreando suas ações na Bolsa. Neste ano, apenas quatro empresas fizeram seu IPO (oferta inicial de ações) na Bovespa. Os investidores estrangeiros, que ficaram com cerca de 75% dos IPOs feitos em 2007, têm saído das ações brasileiras. ### Companhias buscam novos recursos No segmento de renda fixa, a principal forma de as companhias conseguirem recursos no mercado de capitais nacional são as debêntures. Mas esses títulos ? que também pagam juros ao investidor que os adquire ? têm sido lançados com taxas elevadas, além de costumarem ter prazos mais longos de vencimento, que se arrastam por alguns anos. E em períodos mais críticos é preferível fazer dívidas de curto prazo. ?A maioria das notas promissórias têm prazo de vencimento em torno de 180 dias. Além disso, sua emissão é mais rápida e menos burocrática que a de uma debênture, por exemplo??, diz Luiz Fernando Resende, vice-presidente da Anbid. ### Tendência são os fundos de renda fixa O gerente de renda fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra, afirma que para quem tem dinheiro novo para aplicar, em meio a essa volatilidade que está na Bolsa, a tendência é acabar por preferir a renda fixa. ?Investir em juros é muito mais confortável neste momento, pois as taxas, que já estão altas, vão subir ainda mais??, afirma. A taxa Selic, referência para os juros praticados no mercado, foi elevada de 12,25% para 13% ao ano na semana passada. O mercado prevê que a Selic possa alcançar 15% até o fim do ano. Nesse cenário, os juros pagos por CDBs e fundos de renda fixa e DI tendem a crescer. ///