Economia
Internacionaliza��o � teste para empresas
São Paulo, SP ? No ano passado, quando acompanhava os últimos detalhes da entrada em operação da fábrica da Sadia na Rússia, o diretor-presidente da companhia, Gilberto Tomazoni, se deparou com uma questão inesperada. Os parceiros locais da empresa queriam incluir no processo de seleção de funcionários um teste no detector de mentiras. A idéia era descobrir se participavam de grupos de máfia russos. ?Foi um choque?, conta Tomazoni. Ele achou melhor vetar a realização do exame. Questões como essa não deveriam mais deixar o presidente da Sadia surpreso. Afinal, a empresa de Concórdia (SC), exportadora há mais de 30 anos, vende seus produtos para consumidores de 117 nacionalidades diferentes. Em alguns países, como a Rússia, certos itens da marca vendem mais que a maior rival local, que atua há décadas no país. ///