Economia
Energia vai ter novo aumento
O governo confirmou, ontem, que estuda outro reajuste extraordinário para as distribuidoras de energia elétrica. O novo aumento seria dado para compensar as perdas das distribuidoras com o aumento do número de consumidores de baixa renda. A alternativa ao reajuste é o Tesouro bancar a perda de receita das empresas. ?Ou paga o consumidor ou paga o contribuinte?, afirmou o ministro Francisco Gomide (Minas e Energia). De acordo com Orlando González, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee), a perda de receita das empresas do setor elétrico no País pode chegar a aproximadamente R$ 1 bilhão. Gonzáles afirmou que, no caso de distribuidoras localizadas no Nordeste, que têm mais clientes residenciais considerados de baixa renda e que pagam tarifas menores, os aumentos nos preços dos serviços para cobrir as perdas teriam de variar entre 7% e 11%. Segundo ele, na média nacional os reajustes teriam de ser de 3%. Já existe um grupo de estudo no Ministério de Minas e Energia analisando o problema. Estuda-se a alternativa de usar recursos arrecadados com os leilões da energia produzida pelas geradoras estatais para bancar os prejuízos das distribuidoras de energia. Mas não se sabe se haverá recursos suficientes para cobrir as necessidades reclamadas pelo setor. Neste ano, o consumidor já pagou reajuste extra em janeiro (2,9% para residências e 7,9% para indústria), para repor perdas das distribuidoras com o racionamento. Em março, foi criado o seguro anti-racionamento (aumento médio de 2%), e em junho o seguro foi reajustado em 16,33%.