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Infla��o dobra e amea�a metas do governo

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Rio ? A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dobrou entre maio e junho, passando de 0,21% para 0,42%. O resultado elevou o índice acumulado no ano para 2,94%, aproximando-se em seis meses da meta de 3,5% estabelecida para o ano inteiro (com variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo). O IPCA é o índice utilizado pelo governo no programa de metas de inflação. Em 12 meses até junho, a taxa teve variação de 7,66%. Os preços administrados, especialmente o gás de cozinha, permanecem como principais vilões da inflação, tanto no mês quanto no semestre. Em junho, o gás de cozinha, com reajuste médio de 9,02% para os consumidores, contribuiu sozinho com 0,14 ponto percentual da inflação. Os aumentos do gás liquefeito de petróleo (GLP) são reflexo da retirada, no início do ano, do subsídio que havia para o produto, que passou a acompanhar as variações de preço do mercado internacional. A gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse que os outros principais impactos foram dados pela influência do câmbio sobre alguns alimentos, como óleo de soja (8%) e especialmente pelas passagens aéreas, com aumento de 6,79%. Dólar A alta do dólar, a entressafra e o reajuste de tarifas e preços administrados pelo governo levaram a inflação de 1 a 30 de junho medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) a 1,74%. Esta foi a maior alta desde agosto de 2000, quando atingiu 1,82% e surpreendeu o mercado. Apesar da inflação alta que já acumula 4,08% este ano, pelo IGP-DI, Cota acha possível, dependendo do comportamento do dólar, uma redução da inflação e dos juros nos meses seguintes, com o índice acumulando 5,50% em 2002.

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