Economia
Obras geram 2,3 mil empregos em Macei�
Bicicletas estacionadas, montanhas de areia, tijolos e o barulho das máquinas denunciam: você chegou a um dos vários canteiros de obra instalados em Maceió. Os recursos federais investidos em obras de infra-estrutura e habitação transformaram a cidade em um verdadeiro paraíso da construção civil, onde chega a faltar mão-de-obra e até mesmo material de construção. Mas não é só para os grandes empresários que a capital alagoana ganhou ares de futuro promissor. Em cada canteiro recheado de cimento, madeira e estruturas metálicas há também o sorriso de satisfação de centenas de trabalhadores que atuam ? direta ou indiretamente ? nas construções. ### Trabalhadores mudam cenário na vizinhança O conjunto Selma Bandeira, localizado no bairro do Benedito Bentes, virou passagem para centenas de operários da construção civil. Diariamente ? sempre ao amanhecer e depois pouco antes do pôr-do-sol ? a movimentação dos trabalhadores em suas bicicletas muda o cenário das ruas da comunidade, onde o clima interiorano sobrevive às modernidades oferecidas em uma capital. É na vizinhança do Selma Bandeira que estão localizados três dos maiores canteiros de obras de habitação em andamento hoje, em Maceió. Os conjuntos residencias Cidade Verdejante e Paulo Bandeira, quando prontos, devem abrigar quase duas mil famílias. ### Jovens têm oportunidade de trabalhar No Conjunto Paulo Bandeira, o canteiro de obras também produz matéria-prima. Os blocos utilizados na construção das casas são produzidos no próprio local por três bloqueiras, como são chamadas as unidades produtoras dos tijolos de cimento. Segundo o engenheiro responsável pela obra, Cícero Ivan, duas delas são locadas e operadas por funcionários contratados pela própria construtora. Apenas uma, chegada a obra há menos tempo com objetivo de dar celeridade aos trabalhos, foi terceirizada. E é essa bloqueira terceirizada, a empresa paulista SRC Blocos, a responsável pelo primeiro emprego dos oito jovens que trabalham na obra. Eles têm idade entre 20 e 24 anos e foram especialmente treinados para o serviço. ### Servente larga serviço e vira vendedor José Edmilson, 38 anos, estava desempregado há tanto tempo que nem lembra mais. Foi aí que juntando um trocado daqui, outro dali, conseguiu comprar um equipamento de som e financiou uma bicicleta para montar sua ?bike som?. Agora, ele é dono do seu próprio negócio e faz a publicidade de diversos estabelecimentos na região do Selma Bandeira. É ele quem circula pelos canteiros, sempre por volta das 11 horas, quando os trabalhadores já começam a sentir o roncar da fome, para anunciar as delícias produzidas pelo pequeno restaurante localizado no Selma Bandeira. /// Trabalhador ajusta fiação em tubos de eletrodutos em imóvel erguido no Paulo Bandeira. Foto: Marcelo Albuquerque