Economia
Lula se diz apreensivo com a crise
Manaus, AM ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, pela primeira vez, que está apreensivo com a crise internacional, mas garantiu que, apesar do risco de escassez de crédito, não faltarão recursos para os projetos financiados pelas instituições oficiais. Ao lado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com quem se reuniu na manhã de ontem, Lula afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuará e que não faltarão recursos ao Banco do Brasil e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o financiamento das exportações. ?Nós não vamos permitir que faltem recursos para as coisas que temos de cumprir?, afirmou. ?No Brasil, nós vamos tomar cuidado para que a coisa não aconteça. O PAC vai continuar funcionando. E as obras de infra-estrutura vão continuar acontecendo?, completou. ### Após queda, Bovespa fecha em alta | FABRICIO VIEIRA - Folhapress São Paulo, SP ? Após iniciar a semana com seu pior pregão em quase uma década, a Bovespa respirou ontem e encerrou com forte valorização de 7,63%, para 49.541 pontos. Na segunda-feira, havia caído 9,36%, sua maior baixa desde janeiro de 1999. O desempenho do mercado acionário brasileiro não foi exceção ontem: as Bolsas registrando ganhos nos principais centros financeiros. Quem esteve na rota contrária foi a Ásia. A Bolsa de Tóquio, por exemplo, recuou 4,12%. ### Crise atinge indústria de transformação | AGNALDO BRITO - Folhapress São Paulo, SP ? A crise internacional começa a se alastrar para a economia real e há indicações de que atingiu a eufórica indústria de transformação no Brasil. A sondagem mensal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), divulgada ontem em São Paulo, revelou pelo menos três fatores negativos: o nível de estoque na indústria aumentou; a disposição para contratações caiu; e a taxa de ocupação do parque produtivo baixou. Só no setor de bens intermediários, a ocupação industrial caiu de 87,8% para 86%, efeito que reflete o investimento e de queda de demanda, avisa a FGV. Há um quarto fator negativo em setembro que ainda carece de confirmação nos próximos meses, embora seja preocupante. Além da queda da demanda externa, a novidade captada na sondagem de setembro foi a queda da demanda interna. ///