Consumo
Vendas do comércio de Alagoas crescem 2,4% em janeiro, diz IBGE
Em doze meses até janeiro, as vendas no comércio de Alagoas acumulam crescimento de 6,8%
As vendas no comércio varejista de Alagoas registraram crescimento de 2,4% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta, o desempenho alagoano ficou abaixo da média nacional de 3,1% nessa base de comparação.
Quando comparado com dezembro, quando as vendas costuma apresentar alta, o desempenho do comércio no estado teve uma retração de 2%.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, Alagoas registrou praticamente estabilidade, na comparação com janeiro do ano passado. Ante dezembro, a retração foi de 2,5%.
Em doze meses até janeiro, as vendas no comércio de Alagoas acumulam crescimento de 6,8%. No varejo ampliado, o crescimento acumulado é de 6,2%.
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Em todo o país, o volume de vendas do comércio teve variação de -0,1%. Com isso, o setor mostra estabilidade e se mantem apenas 0,6% abaixo do seu patamar recorde, que foi atingido em outubro de 2024. Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo cresceram 3,1%, a vigésima taxa positiva nessa comparação.
Para Cristiano dos Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio, apesar da terceira taxa negativa consecutiva, a interpretação dos resultados nos últimos meses é de estabilidade. “Temos que lembrar que o máximo da série histórica da margem está em outubro de 2024. Após atingir esse nível recorde em outubro, o comércio seguiu tendo variações muito próximas de zero, ocasionando esse fenômeno de estabilidade na alta”.
Refletindo a estabilidade da taxa geral na série com ajuste sazonal, quatro das oito atividades do comércio varejista tiveram taxas positivas, e as outras quatro tiveram retrações no volume de vendas. Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (5,3%), Combustíveis e lubrificantes (1,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%) tiveram altas, enquanto Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%), Móveis e eletrodomésticos (-0,2%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,4%).
Para Cristiano, a única atividade a ter um resultado efetivamento negativo na passagem de dezembro para janeiro foi a farmacêutica. “Das quatro variações negativas, três foram muito próximas de zero, entre elas o setor de hiper e supermercados, que é o de maior peso e registrou uma taxa de -0,4%. Do lado positivo está o setor de informática, que vinha sofrendo com a alta do dólar, mas teve recuperação no mês de janeiro.”
Ainda na série com ajuste, as duas atividades do Comércio varejista ampliado também tiveram alta no volume de vendas em janeiro: Veículos, motos, partes e peças (4,8%) e Material de Construção (3,0%).