ALTA DE PREÇO
Preço do coco aumenta quase 84% e afeta panificadoras
Associação dos Panificadores aponta que preço da fruta subiu de R$ 12 para R$ 22 o quilo
Em Alagoas, o preço do coco in natura sofreu um aumento de quase 84% este ano, passando de R$ 12 para R$ 22 o quilo, de acordo com o empresário Clodoaldo Nascimento, presidente da Associação dos Panificadores do Estado de Alagoas (Apea). Essa elevação impactou diretamente os consumidores e levou os panificadores a reavaliarem suas estratégias de venda.
Segundo Clodoaldo Nascimento, outros produtos consumidos nesta época também tiveram reajustes, especialmente itens de confeitaria, como a brasileira e o bolo líder, que é composto de 50% de leite condensado e 50% de coco in natura. "Eles sofreram um aumento de 20% em seus preços. Como resultado, muitos clientes tiveram que reduzir a quantidade comprada, refletindo a pressão sobre o orçamento familiar”, disse.
“A situação está complicada demais, inclusive por causa das fábricas, que vão nos sítios colocando preço e comprando os cocos todos. A produção caiu e o consumo aumentou e por isso que está esse preço também”, disse o fornecedor de coco José Costa, conhecido como Grilo do Coco.
José Costa declara ainda que o preço não deve diminuir em pouco tempo e que a tendência é subir ainda mais, já que áreas antes destinadas ao plantio passaram a ser utilizadas para a expansão imobiliária, além da instalação de indústrias em cidades alagoanas que acabam comprando grande quantidade da fruta. Tudo isso impactou nos preços, na avaliação do fornecedor.
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“O consumo de coco agora está muito grande. Usa muito coco e a maioria do pessoal derrubou os coqueiros na Massagueira no tempo que estava barato e agora vai ser tudo condomínio. Aí os cocos que têm é tudo por aquela banda de Coruripe é de R$ 3,80 para ir pegar lá, quando vem chegar aqui (Maceió), quando for pagar o frete chega R$ 4 para gente”, diz José Costa sobre o preço do coco.
Dentre as alternativas apresentadas pelo proprietário do estabelecimento comercial para manter a clientela, ele conta que decidiu não repassar o aumento do preço imediatamente. “Estamos reduzindo nossa margem de contribuição sobre os pães e bolachas de coco para torná-lo mais acessível aos clientes, diminuindo a oferta para não impactar muito em nossas margens brutas”, explica Clodoaldo Nascimento, que é proprietário de uma panificação em Maceió.