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Censo do artes�o tra�a perfil do setor

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O artesanato alagoano está prestes a ser redescoberto. Famosa por suas peças em cerâmica, cestaria, renda e bordado, a atividade econômica está sendo mapeada em todo o Estado, desde março, e a previsão é de que até fevereiro de 2009 o censo do artesão esteja completo. O objetivo do levantamento é descobrir quantos artesãos atuam em Alagoas, em que municípios vivem, que tipo de matéria-prima utilizam na fabricação de seus produtos, qual a renda advinda dessa atividade e obter dados sobre capacitações realizadas. A diretora de Design e Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), Vânia Amorim, diz que o censo vai ajudar o Estado a ter dados mais precisos sobre a atividade. ?A partir daí teremos condições de formular novas políticas públicas e de incentivo para o setor?, destaca. ### Talentos foram descobertos no interior Durante a realização do censo, os técnicos da Diretoria de Design e Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec) descobriram talentos em municípios que tradicionalmente não trabalhavam com determinado artesanato. Em Capela, conta a diretora Vânia Amorim, o trabalho das bordadeiras e costureiras chamou a atenção pela beleza e qualidade. Na Barra de São Miguel, o destaque foi para peças de moda praia. A descoberta rendeu frutos e, no próximo dia 5 de novembro, durante a abertura do Maceió Fashion Design, no espaço de eventos da Fundação Pierre Chalita, em Jaraguá, haverá o lançamento das coleções Mimos de Dona Peró (Capela) e Barra Bossa Verão 2009 (Barra). ?Serão dois desfiles e um estande onde estarão expostos os produtos?, diz Vânia Amorim. ### Cultura ajuda a agregar valor às peças A coleção que será apresentada pelas artesãs de Capela traz, além dos tradicionais enxovais, peças de vestuário, como vestidos e batas. Arquitetas e designers sugeriram que as bordadeiras e costureiras colocassem um pouco da cultura do município nos produtos. O resultado, conta a artesã Luciana Leite, é que a Igreja de Santo Antônio, os canaviais e as lavadeiras da região ganharam forma nas delicadas peças. ?É nosso primeiro grande projeto, estamos nos esforçando para que tudo dê certo. É uma oportunidade para abrir as portas do mercado e só depende da gente agarrar essa chance?, diz Luciana, acrescentando que o exemplo de dona Peró é seu maior incentivo. ///

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