Economia
Bancos e financeiras elevam taxas de juros
São Paulo ? Ao contrário do comércio, financeiras e bancos elevaram significativamente as taxas de juros no mês passado. De acordo com dados do Banco Central, a média das taxas cobradas nas operações de crédito pessoal subiu de 5,74% ao mês em maio para 6,25% em junho. Para a aquisição de bens, essa média passou de 3% para 3,5%. Para o presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon, a explicação desse fato é simples: ?O dinheiro sumiu do mercado?. Segundo ele, os investidores estão procurando refúgio no dólar, em imóveis e na caderneta de poupança para se protegerem das incertezas que tomaram conta do País nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, a demanda por crédito diminuiu desde meados de junho. ?A situação política está pesando mais no mercado do que a própria lei da oferta e da procura de dinheiro?, pondera o presidente da Acrefi. O vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, diz que a média das taxas de juros cobradas no comércio só não caiu por causa do fim das promoções na venda de automóveis. De acordo com levantamento feito pela entidade, as taxas de juros no financiamento de carros subiram de 3,04% em maio para 3,45% no mês passado. Pesquisa feita pela Acrefi com 14 instituições confirma a alta dos juros cobrados nas revendas de veículos. Nas operações com prazo até 12 meses para financiamento de novos e semi-novos, a taxa média de juros subiu de 2,47%, na segunda semana de junho, para 2,75% na última semana do mês.