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Economia

Artesanato ganha competitividade

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Em vários pontos do Estado, a produção do artesanato caminha lado a lado com o desenvolvimento turístico, numa vertente econômica que vende a criatividade do pequeno produtor. Com variedade de cores e formas, os artigos criados pelos artesãos alagoanos encantam visitantes, que compram como lembranças de viagem peças de decoração ou utilidade doméstica. Desde o filé, produzido no Pontal da Barra ou em Marechal Deodoro, ao rendendê de Piranhas, Porto Real do Colégio, Traipu e São Brás, passando pelas cestarias em trançados de palha feitas em Coruripe e Feliz Deserto, pela cerâmica produzida em Capela ou a arte em palito de fósforo feita em Maceió, o artesanato alagoano freqüenta as praias mais badaladas, encontra vitrines em feirinhas, pavilhões e eventos, e já ganhou até espaço em novela da TV Globo. ### Peças vendidas em Maceió vêm de todo o Estado Artesã e comerciante, Drícia Daniele garante o seu sustento e o da filha de 9 anos com a produção e venda de produtos de artesãos alagoanos. Em sua loja, no espaço Guerreiros de Maceió, ela apresenta com destaque peças em cerâmica produzidas em Capela, vestidas com um colorido bem alagoano, além de bolsas e chapéus de palha vindos de Coruripe, de santos esculpidos em madeira por um santeiro de Maceió e da delicada arte em palito de fósforo feita pelo artesão Arlindo, que ganhou vitrine na novela Da Cor do Pecado (Rede Globo) e deu a ele nove prêmios internacionais. Drícia já viveu momentos difíceis, junto com outros artesãos que trabalhavam no espaço Cheiro da Terra, na Jatiúca, fechado há cerca de três anos, após um incêndio que provocou danos materiais aos pequenos comerciantes. Atualmente instalada na feirinha Guerreiros de Maceió, junto com outros 100 comerciantes, ela diz que não tem do que se queixar. ### Trabalhadores passam por cadastramento Não se sabe exatamente quantos artesãos existem em Alagoas e quantos sobrevivem dessa arte feita à mão, mas eles estão por toda parte, desde a Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, onde existe uma casa de artesão colada na outra, e onde o mestre Fernando Rodrigues, hoje com 80 anos, ganhou fama, até os recantos do Pontal da Barra, em Maceió, de onde sai parte do filé genuinamente alagoano. Um censo que vem sendo realizado desde março, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), já registrou quase dois mil artesãos em pouco mais de 60 municípios, incluindo Maceió. ### Artesãos recebem qualificação para conquistar turista O mapeamento ainda leva alguns meses para ficar pronto, mas o censo já permitiu identificar alguns perfis que podem servir de referência para projetos futuros. Em Messias, por exemplo, foram localizadas artesãs que ganham até R$ 800,00 por uma colcha de Fuxico. ?No entanto, ela leva meses para ser produzida, e às vezes, muito tempo sem nenhuma encomenda. O caminho é a organização da produção, e o investimento em qualidade?, destaca Vânia Amorim da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec). Segundo ela, já existe uma perspectiva para a produção mais qualitativa do artesanato alagoano, para atender, a partir de 2010, a um público mais exigente e que pode comprar, formado por turistas que vão pagar até R$ 2.500 por uma diária de hospedagem, em empreendimentos hoteleiros que já estão sendo construídos em Alagoas. /// Beleza e técnica cada vez mais apurada fazem das peças confeccionadas em Alagoas produtos de grande valor agregado. Foto: Gilberto Farias

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