Petroquímica
Emprego na indústria do plástico de Alagoas avança 37,6% em cinco anos
Nesse período, o número de postos formais do setor saltou de 3,6 mil para 4,9 mil, aponta levantamento

A geração de empregos com carteira assinada na indústria do plástico de Alagoas registrou crescimento de 37,6% em cinco anos, saltando de 3.602 postos em 2020, para 4.958 em 2024, segundo levantamento divulgado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do Banco do Nordeste. Na comparação com 2023, quando havia 4.742 vagas com carteira assinada no setor, o crescimento no ano passado atingiu 4,5%.
De acordo com o levantamento, em 2024, os vínculos empregatícios na chamada indústria do plástico receberam R$ 11,7 milhões em remuneração. O ranking salarial das microrregiões é encabeçado pela cidade de São Paulo, com R$ 148,5 milhões. Em seguida aparecem Campinas (R$ 74,9 milhões) e Joinville (R$ 74 milhões).
No Nordeste, Maceió ocupa o quarto lugar, com remuneração de R$ 10,1 milhões. Salvador aparece em primeiro lugar, com R$ 17,1 milhões, seguida do Recife (R$ 13,8 milhões) e Suape (R$ 12,4 milhões).
Para o coordenador de Estudos e Pesquisas do Etene/BNB, Fernando Luiz Viana, o aumento no número de postos de trabalho no ano passado está ligado ao crescimento da economia do País, que cresceu 3,4%. "A taxa média de desemprego atingiu o patamar mínimo desde que seu cálculo foi iniciado pelo IBGE em 2012, chegando a 6,6% ao final de dezembro de 2024", ressalta.
Em Alagoas, a taxa de desemprego encerrou 2024 em 7,6%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor índice da série histórica iniciada pelo órgão em 2012. Naquele ano, a taxa de desocupação era de 11,4%, chegando a 19,4% em 2020. No ano passado, o desemprego atingiu 9,2% da população em idade para trabalhar.
Segundo o IBGE, a população ocupada no estado encerrou o ano passado em 1,3 milhão de pessoas, com aumento de 4,2% em relação ao ano anterior. Já o nível da ocupação entre as pessoas em idade de trabalhar foi de 48,8% no último trimestre de 2024 e permaneceu estável frente aos trimestres anteriores.
No ano passado, o rendimento médio dos trabalhadores alagoanos atingiu R$2.352,00, um crescimento de 14,2% em relação ao anterior. Trata-se do terceiro maior rendimento médio do Nordeste, atrás apenas do Rio Grande do Norte (R$ 2.668) e Pernambuco (R$ 2.422). Na região, o Maranhão aparece em último lugar, com um rendimento médio de R$ 2.049.
Entre os empregados do setor privado, foi estimado que 372 mil trabalham com carteira assinada, com aumento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de empregados sem carteira assinada foi de 237 mil pessoas na iniciativa privada e se manteve estável.
Além de Alagoas, outros treze estados encerraram 2024 com o menor nível de desemprego já registrado pela série histórica da Pnad Contínua. O destaque foi o estado do Mato Grosso, que registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,6%. Além dele, outros sete tiveram taxas abaixo da média nacional de 6,6%: Acre (6,4%), São Paulo (6,2%), Tocantins (5,5%), Minas Gerais (5%), Espírito Santo (3,9%), Mato Grosso do Sul (3,9%), Santa Catarina (2,9%).