Economia
PIB cresce 6,8% em per�odo sem crise
Rio de Janeiro, RJ ? O melhor já ficou para trás. É isso o que os números do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2008 sugeriram ontem ao apontar um crescimento de 1,8% em relação ao segundo trimestre deste ano e de 6,8% sobre igual período do ano passado. Foram os melhores resultados de 2008. E os mais virtuosos, apoiados numa taxa recorde de investimentos (alta de 19,7%, a maior da série) e no consumo das famílias (7,3%, apoiada no aumento de 10,6% na massa salarial). Daqui para a frente, porém, a direção deve ser a inversa, de desaceleração. O quase consenso entre economistas e consultorias é que a crise global imporá retração do PIB no último trimestre do ano em relação ao terceiro trimestre. As previsões variam de uma queda de 0,3% a queda de 1%. ### Investimento e consumo em alta Os investimentos na produção subiram 19,7% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2007 ? a maior marca desde o início da série do IBGE, em 1996, e o maior destaque do PIB. A forte expansão na chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), em alta há 19 trimestres, revela confiança dos empresários no futuro da economia e ajuda a garantir crescimento sustentável, com menos riscos inflacionários, ao aumentar a capacidade produtiva. A FBCF foi puxada por um aumento de 40% nas importações de máquinas e equipamentos e por outros 20% de alta na produção nacional desses mesmos itens. Como proporção do PIB, os investimentos bateram no maior nível ? 20,4% ? desde 2000, primeiro ano da série do IBGE. ### Governo prevê avanço de até 5,5% Mesmo com a taxa de crescimento elevada no terceiro trimestre, o governo manteve entre 5% e 5,5% a previsão de aumento do PIB para este ano. A justificativa está na desaceleração deste trimestre, quando a crise financeira internacional atingiu a pior fase até agora. ?É claro que este trimestre não será tão bom quanto o terceiro. Deveremos ter crescimento neste trimestre em torno de 3% a 3,5% [em comparação com outubro a dezembro de 2007], resultado das dificuldades que a crise internacional deverá trazer ao Brasil?, disse o ministro Guido Mantega (Fazenda), que comemorou o resultado do terceiro trimestre. ///