Combustível
Tarifa do GNV da Algás sofre redução de R$ 0,25 em agosto
Segundo a companhia, a redução de R$ 0,25 diz respeito exclusivamente ao valor da tarifa de distribuição
A tarifa de distribuição do Gás Natural Veicular (GNV) fornecido pela Algás, distribuidora de gás natural canalizado em Alagoas, passou de R$3,63 para R$3,38 em agosto. Segundo a companhia, a redução de R$ 0,25 diz respeito exclusivamente ao valor da tarifa de distribuição, que é repassado aos postos revendedores do combustível, e não ao preço final pago pelo consumidor nas bombas.
Em nota, a Algás ressalta que é fundamental esclarecer que não possui qualquer interferência sobre os preços praticados diretamente ao consumidor. "O preço final do GNV nas bombas é definido por cada posto revendedor, de forma independente, levando em consideração seus custos operacionais e estratégias comerciais. A variação de preços entre diferentes estabelecimentos é comum e faz parte da dinâmica de livre mercado", explicou, por meio de assessoria.
A Algás esclarece ainda que o GNV é reconhecido nacionalmente por ser uma alternativa mais econômica e sustentável em relação a combustíveis líquidos. Por isso, é amplamente utilizado por motoristas que rodam longas distâncias, como taxistas, motoristas de aplicativo e frotistas, além de consumidores que buscam reduzir seus gastos no dia a dia.
"Além da economia, o GNV contribui para a preservação do meio ambiente, pois sua queima emite menos gases poluentes, colaborando com a melhoria da qualidade do ar nas cidades", defende.
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Fiscalização
O secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous informou hoje (31) que notificou as distribuidoras de gás natural canalizado e gás natural veicular, o GNV, para que elas expliquem os preços cobrados dos consumidores. A notificação foi feita depois de a Petrobras anunciar uma redução de 14% no preço da molécula de gás fornecida às distribuidoras. A redução começa a valer a partir de amanhã (1º).
Damous afirmou durante entrevista à Voz do Brasil, que apesar da redução no preço médio da molécula ter sido de cerca de 32%, desde 2022, o repasse médio ao consumidor tem variado de 1% a 4%.
"Decidimos notificar as distribuidoras para que elas expliquem essa situação. A Petrobrás reduziu em 14% os preços e, praticamente, elas vão manter o preço dos que os consumidores já pagam ", disse.
O secretário quer que as empresas expliquem porque o percentual de redução está em um patamar tão ínfimo para os consumidores. Caso a resposta não seja satisfatória, o governo estuda aplicar sanções.
"Se ficar configurado para nós que elas estão praticando preços abusivos, que elas estão aumentando a margem de lucro às custas do consumidor final, vamos instaurar processo administrativo sancionador", advertiu Damous.
O secretário disse ainda que os consumidores podem auxiliar, fazendo denúncias aos Procons e também denunciando nos canais da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, também foi notificada para colaborar com dados técnicos.
Foram notificadas a Companhia de Gás de São Paulo, a Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro, a Companhia de Gás de Santa Catarina, a Companhia Paraense de Gás, a Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul, a Gás Brasiliano Distribuidora S.A., a Sinergás GNV do Brasil Ltda., a Eco Comercializadora de GNV S.A., a GNV Anel Ltda., Gás Natural Açu S.A. e a Golar Power Brasil Participações S.A