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Comércio exterior

Exportações de Alagoas para os EUA caem independentemente de tarifaço de Trump

De janeiro a julho

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Em todo o país, as exportações cresceram 4,8% em julho, em termos de valores, na comparação com julho de 2024
Em todo o país, as exportações cresceram 4,8% em julho, em termos de valores, na comparação com julho de 2024 | Foto: Divulgação

As exportações alagoanas para os Estados Unidos registraram uma queda de 8,6% de janeiro a julho deste ano – período em que a taxação de 50% imposta pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros ainda não vigorava.

De acordo com dados divulgados na quinta-feira (7), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em sete meses, as vendas de Alagoas para os EUA renderam US$ 51,5 milhões (o equivalente a R$ 279,96 milhões no câmbio atual). Em números absolutos, a retração em relação ao mesmo período do ano passado foi de US$ 4,9 milhões (R$ 26,64 milhões).

O desempenho das compras americanas fez com que a Argélia ocupasse o terceiro lugar no ranking de compradores dos produtos alagoanos, posição que era ocupada pelos EUA.

O levantamento do ministério mostra que as exportações para as empresas argelinas renderam US$ 66,9 milhões, o que representa um crescimento de 86,5% ante os sete primeiros meses de 2024. Em números absolutos, foram US$ 31,1 milhões a mais entre um período e outro.

No ano, o maior comprador de produtos alagoanos é o Canadá, com 18,8% de participação nas exportações locais. Em seguida aparecem a China (15,4%), Argélia (12,5%), Estados Unidos (9,6%), Geórgia (7,4%) e Croácia (5,4%).

Apesar da queda no acumulado do ano, as exportações alagoanas para os EUA apresentaram crescimento de 22,2% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e somaram US$ 7,2 milhões.

Quando analisadas as exportações alagoanas em geral, houve uma retração de 5,8% no acumulado do ano, quando as vendas ao exterior somaram US$ 536,7 milhões. Enquanto isso, as importações feitas por empresas alagoanas no período somaram US 578,5 milhões, um crescimento de 24,7% ante o mesmo período de 2024.

Com isso, a balança comercial de Alagoas – diferença entre exportações e importações – apresentam um déficit de US$ 41,8 milhões, o equivalente a R$ 227,23 milhões.

Em todo o país, as exportações cresceram 4,8% em julho, em termos de valores, na comparação com julho de 2024. No acumulado do ano, foram exportados R$ 198 bilhões em produtos nacionais. De acordo com o governo federal, o aumento foi expressivo graças aos negócios com os Estados Unidos, México, Argentina, União Europeia e Japão.

Em termos de volumes, o crescimento das exportações foi ainda maior: 7,2%, também na comparação com julho do ano passado.

“No mês passado, o Brasil exportou US$ 32,31 bilhões. No acumulado do ano, até julho, as exportações brasileiras somam US$ 198 bilhões, o que representa um crescimento de 0,1% em valor e de 2% em volume, sobre igual período de 2024. No ano, a corrente de comércio soma US$ 359 bi, com saldo de U$ 37 bilhões”, detalhou o ministério.

O crescimento nas exportações envolveu “vários destinos”. Em termos percentuais, o que registrou maior crescimento de volume – na comparação julho de 2025 com julho de 2024 – foi a Argentina (42,4%).

No caso do México, o aumento das exportações ficou em 17,2%. Já as exportações para a União Europeia cresceram 7,4%, na mesma base de comparação, relativa ao volume. Para o Japão, o aumento ficou em 7,3%, enquanto para os EUA ficou em 5%.

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