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Lula fala em sacrif�cio por causa da crise

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Belo Horizonte, MG ? Ao discursar ontem para operários e moradores de um aglomerado de vilas e favelas de Belo Horizonte, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um discurso sobre a crise internacional, minimizou o plano do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011. Lula disse que o número é pequeno em relação aos empregos com carteira assinada criados em 2008 no Brasil (2,14 milhões em dez meses, segundo o Ministério do Trabalho). ?Vocês viram na televisão, na semana passada, o presidente eleito dos EUA dizendo que vai gerar 2 milhões de empregos até 2011, que vai investir em obras de infra-estrutura. Na verdade, acho que ele vai fazer um PAC lá [o Programa de Aceleração do Crescimento, do governo brasileiro]?, disse Lula. ### SP libera mais R$ 1,2 bi para a indústria | CLAUDIA ROLLI - TATIANA RESENDE / Folhapress São Paulo, SP ? O governo de São Paulo lançou ontem uma linha de crédito de R$ 1,2 bilhão para as empresas de autopeças e máquinas, além de uma série de medidas tributárias ? como a devolução em dinheiro do ICMS pago pelas microempresas e maior prazo para recolhimento desse imposto. O objetivo é amenizar os efeitos da crise financeira internacional na indústria e comércio paulistas. Ao permitir que as microempresas recebam de volta, em dinheiro, o ICMS pago nas compras feitas na indústria e no atacado, o governo vai abrir mão de R$ 350 milhões anuais arrecadados com o imposto. ### Setor aprova medidas mas pede mais crédito As medidas que fazem parte do pacote para aliviar o caixa das empresas paulistas são positivas, embora ainda insuficientes para enfrentar a escassez de crédito decorrente da crise global que atinge a economia do País, segundo líderes da indústria e do comércio. Para Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que havia pleiteado a maioria das ações anunciadas, ?todas as medidas vão ao encontro dos nossos pedidos, mas, logicamente, temos outros?. ?Precisamos de todo o apoio para discutir [redução de] alíquotas de vários setores, prazos de recolhimento de impostos, ter mecanismos para evitar importações desleais?. ///

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