loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 25/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Preços

IPCA-15 tem alta de 0,48% sob pressão da conta de luz em setembro

Índice de inflação é o maior para o mês desde 2021, mas fica abaixo das projeções do mercado

Ouvir
Compartilhar
Conta de luz subiu com o fim do desconto temporário do bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto
Conta de luz subiu com o fim do desconto temporário do bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto | Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)15 teve alta (inflação) de 0,48% em setembro, após registrar queda (deflação) de 0,14% em agosto. É o que apontam dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta de 0,48% é a maior para meses de setembro em quatro anos, desde 2021 (1,14%). A variação, contudo, ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,51%, segundo a agência Bloomberg.

O novo resultado foi puxado pelo avanço de 12,17% nos preços da energia elétrica residencial. A conta de luz subiu com o fim do desconto temporário do bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto.

O bônus havia impulsionado a deflação do IPCA-15 no mês passado, quando a energia elétrica teve queda de 4,93%. A reversão desse quadro já em setembro era aguardada por analistas.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 voltou a ficar acima de 5%. Acelerou a 5,32% até setembro.

É a maior alta no acumulado desde maio deste ano (5,40%). A variação estava em 4,95% até agosto.

LUZ EM ALTA, ALIMENTOS EM BAIXA

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados no IPCA-15, 5 tiveram variação positiva no mês de setembro.

A maior taxa e o principal impacto vieram de habitação (3,31% e 0,50 ponto percentual). É o segmento que engloba a conta de luz.

O grupo alimentação e bebidas, por outro lado, registrou a quarta redução consecutiva (-0,35%). Assim, impediu uma aceleração maior do IPCA-15 em setembro.

Dentro de alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio também teve a quarta queda seguida (-0,63%).

Contribuíram para esse resultado as baixas do tomate (-17,49%), da cebola (-8,65%), do arroz (-2,91%) e do café moído (-1,81%), disse o IBGE. Do lado das altas, o instituto destacou as frutas, que subiram 1,03% em média.

Conforme analistas, a trégua dos alimentos ocorre após a ampliação da oferta de produtos com a melhora das condições de safra.

Outro grupo que ajudou a impedir uma aceleração mais intensa do IPCA-15 foi o dos transportes. O segmento teve a segunda queda consecutiva nos preços (-0,25%).

O resultado foi influenciado pela redução do seguro voluntário de veículo (-5,95%) e das passagens aéreas (-2,61%).

Ainda nos transportes, combustíveis como o gás veicular (-1,55%) e a gasolina (-0,13%) também registraram queda, enquanto o óleo diesel (0,38%) e o etanol (0,15%) apresentaram altas.

IPCA-15 E IPCA

Por ser divulgado antes, o IPCA-15 sinaliza uma tendência para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o indicador oficial de inflação do país. Uma das diferenças é o período de coleta das informações pelo IBGE.

A apuração dos preços do IPCA-15 se concentra na segunda metade do mês anterior e na primeira do mês de referência. No caso do índice de setembro, a coleta foi realizada de 15 de agosto a 15 de setembro.

Já a apuração do IPCA ocorre ao longo do mês de referência. Por isso, o resultado de setembro ainda não é conhecido. Será divulgado em 9 de outubro.

Na mediana, as projeções do mercado apontam IPCA de 4,83% no acumulado de 2025, de acordo com a edição mais recente do boletim Focus, divulgada pelo BC (Banco Central) na segunda (22).

A previsão passou por uma série recente de revisões para baixo, mas continuou acima do teto de 4,5% da meta de inflação. Em 2025, o BC passou a perseguir o alvo de maneira contínua, abandonando o chamado ano-calendário (janeiro a dezembro).

No novo modelo, a meta de inflação é considerada descumprida quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é de 3%.

O IPCA estourou a meta contínua pela primeira vez em junho. Para tentar conter a inflação, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, a 15% ao ano –patamar mantido em reunião na semana passada.

Relacionadas