Economia
Cerca de 2,3 milh�es de brasileiros improvisam casas sob lata ou papel�o
Cerca de 2,34 milhões de brasileiros moram em condições degradantes nas cidades. Essa é a população que vive em habitações improvisadas feitas de plástico, papelão e lata, embaixo de pontes ou em carros abandonados. Mais 9,5 milhões vivem amontoados em 3,3 milhões de unidades habitacionais com duas ou mais famílias, muitas vezes em condições semelhantes às de uma cela de presídio com superlotação. Este é o retrato das condições de moradia do brasileiro, segundo estudo feito pelo Banco Mundial com diversas outras instituições. Segundo a pesquisa, 339.300 brasileiros correm risco de vida sob o teto em que vivem, morando em 117 mil habitações com mais de 30 anos, que estão condenadas pelas autoridades, em péssimo estado de conservação. São mais de 12 milhões em 4,2 milhões de unidades habitacionais urbanas consideradas impróprias. É como se praticamente toda a população da Bahia ? estimada no Censo 2000 do IBGE em pouco mais de 13 milhões ? morasse em casas inadequadas. Dos 37,3 milhões de unidades habitacionais urbanas, 14,5%, ou 5,4 milhões, não oferecem condições mínimas de dignidade a seus moradores. O diagnóstico consta do estudo inédito feito em parceria pelo Banco Mundial (Bird), pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), da Universidade de Brasília (UnB), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pela Caixa Econômica Federal e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. O trabalho levou oito meses para ser concluído e envolveu 35 especialistas em habitação do governo e do setor privado. O estudo usou como base dados da Fundação João Pinheiro, Centro de Estatística e Informações e resultou num documento intitulado ?Nova política habitacional brasileira?. (Matéria publicada no site da Revista Época http://www.epoca.com.br)