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Economia

Caem repasses para Estado e munic�pios

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Se indústrias e comércio sentem os impactos da crise amargando quedas no faturamento e lançando mão de demissões para garantir a própria saúde econômica, Estados e municípios ? principalmente os mais dependentes das transferências constitucionais ? olham apreensivos para os valores repassados pelo governo federal via fundos de participação, no primeiro mês de 2009. Ao receber a parcela do 2º decêndio de janeiro ? com uma redução de 44,11% na comparação com o mesmo período de 2008 ?, o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, previu ?um ano difícil?. O anúncio da redução foi feito em tom de alerta para os prefeitos que, assim como o governador, participavam da posse do recém-eleito presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Luciano Barbosa. ### Cidades são as maiores dependentes de recursos À frente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) há duas semanas, o prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, avalia que de ?modo geral? os municípios do interior do Estado ?sobrevivem dos recursos do FPM?. Para o presidente da AMA, o momento é de ?cautela?. Barbosa aconselha os prefeitos alagoanos a analisarem os custos operacionais dos municípios que administram e até diminuírem as despesas correntes. ?Estamos acompanhando o momento econômico para saber se o desaquecimento da economia sentido em dezembro é uma tendência duradoura ou é passageira e assim teremos uma recuperação mais rápida?, afirma ao acrescentar que não é possível afirmar como os repasses do FPM vão se comportar. Para ele é importante esperar os créditos para Fundo neste 1º trimestre do ano. ### Tesouro Nacional prevê alta de 8% no primeiro trimestre O Tesouro Nacional prevê repassar para Alagoas, via FPE, no 1º trimestre deste ano, valores com incremento real de quase 8%. Porém, tanto para a Superintendência do Tesouro Estadual, quanto para o economista ouvido pela Gazeta, a projeção é ?otimista? diante do quadro de crise por que passa o Brasil. Os técnicos do Tesouro Estadual argumentam que um crescimento real de ?7,91% ante 2008? é otimista uma vez que ?o Brasil está sofrendo duas recessões: a doméstica e a externa. A demanda doméstica tem sido diminuída em função da expectativa que a crise será agravada conduzindo a perda de empregos, o que gera menos propensão a consumir?. ### FPM e Bolsa Família sustentam cidades Para mostrar a dependência acentuada das cidades alagoanos aos repasses federais, o economista Cícero Péricles de Carvalho cita o exemplo de Maceió, capital alagoana, maior e mais rica cidade do Estado e que concentra um terço da população de Alagoas. ?A arrecadação de Maceió não cobre as despesas fundamentais com educação e saúde. Para realizar investimentos, depende das transferências federais e estaduais. No ano passado, a Prefeitura de Maceió recebeu do governo federal, a título de transferências, R$ 770 milhões. Somente o FPM, repassou R$ 220 milhões para a capital. É mais que a arrecadação própria do município, que foi de R$ 150 milhões?. /// Luciano Barbosa aposta em investimentos para driblar crise. Foto: Arquivo GA

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