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Plano de US$ 840 bilh�es decepciona

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Nova York e Washington, EUA ? O governo do presidente dos EUA, Barack Obama, avançou ontem na direção de concluir os dois principais pacotes de medidas para tentar tirar o país da maior crise econômica desde os anos 1930. A aprovação no Senado do novo plano de recuperação de quase US$ 840 bilhões após vários adiamentos e que exigiu a pressão pessoal do presidente, porém, não encobriu a decepção do mercado com o segundo vetor anticrise: o também novo pacote de socorro aos bancos. Delineado de forma vaga, o plano frustrou o mercado. Logo após seu anúncio, o índice Dow Jones da Bolsa de Valores de Nova York começou a cair, até fechar em forte baixa de 4,6%. ### Gastos serão realizados em 10 anos | SÉRGIO DÁVILA - Folhapress Washington, EUA ? Depois de ofensiva do presidente Barack Obama que incluiu endurecimento da retórica contra a oposição republicana, visita a cidades mais atingidas pelo desemprego e convocação de entrevista coletiva em rede nacional, o Senado aprovou sua versão do plano de estímulo defendido pelo democrata como maneira de ressuscitar a economia norte-americana. Por 61 votos a favor e 37 contra, aquela Casa do Legislativo norte-americano passou um pacote que prevê gastos de US$ 838 bilhões em dez anos, dos quais cerca de 35% virão de cortes em impostos. Os três únicos votos da oposição republicana foram conseguidos entre senadores moderados que trabalharam num conjunto de cortes da medida original, que chegou a US$ 930 bilhões. ### Entenda alguns pontos do plano Governo dos Estados Unidos apresenta novo plano de ajuda às instituições financeiras e fará as seguintes ações: 1 ? Injeção direta nos bancos O governo vai usar a segunda metade do pacote de US$ 700 bilhões, aprovado no ano passado, para continuar injetando dinheiro nas instituições financeiras. Promete, no entanto, alterações em relação aos métodos usados no governo George W. Bush, como mais transparência. 2 ? Fundo de investimento público-privado Sem dar muitos detalhes, o governo promete a criação de um programa que terá dinheiro público e privado para a compra de ativos ?podres? dos bancos, que devem envolver especialmente os ligados a hipotecas imobiliárias. O valor mínimo do investimento será de US$ 500 bilhões, podendo chegar a até US$ 1 trilhão, mas o Tesouro, que irá comandar o programa com o Fed (o Banco Central dos Estados Unidos), não deixa claro qual será a fatia estatal do programa nem quais garantias que dará ao investidor privado. Liberando os bancos de ativos problemáticos que podem se converter em novos prejuízos, o governo pretende que as instituições facilitem os financiamentos. 3 ? Financiamento a consumidor e empresas Para tentar destravar o crédito, o governo vai expandir de US$ 20 bilhões para US$ 100 bilhões (que espera que sejam alavancados em até US$ 1 trilhão em empréstimo) um programa de financiamento para facilitar e diminuir os juros para pequenas empresas, para a compra de carros e para o financiamento estudantil, entre outros setores. 4 ? Ajuda aos mutuários residenciais Mais US$ 50 bilhões serão usados para que mutuários de classe média, que correm o risco de perder as casas, possam renegociar as condições de suas hipotecas. No ano passado, 860 mil americanos tiveram as suas residências retomadas pelas financiadoras. O QUE ESTÁ GARANTIDO US$ 500 bilhões para injeção em bancos, ajuda a proprietários que correm o risco de perder suas residências e estímulo ao financiamento O QUE NÃO ESTÁ CLARO US$ 1 trilhão será gasto para a compra de ativos ?podres dos bancos?, mas o Tesouro não deixou claro quanto desse dinheiro terá origem pública e quanto será privado, nem quais as garantias que dará para os investidores privados em caso de perdas US$ 1,5 trilhão é cerca de 10% do PIB americano de 2008 Fonte: Departamento do Tesouro dos EUA ///

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