Economia
Tarifas a�reas ficam 11% mais caras com o novo reajuste em dois meses
São Paulo - Três das principais companhias aéreas domésticas, Varig, TAM e Vasp, reajustaram as tarifas em 11%, em média. Foi o segundo reajuste num período de dois meses, já que em junho elas já tinham aplicado aumento médio de 8%. As empresas estão repassando ao consumidor parte do aumento de gastos decorrente da variação do dólar, que incide sobre, no mínimo, 40% dos custos da aviação. A Gol ainda estuda a possibilidade de elevar os preços. Ponte aérea A Varig reajustou as tarifas em 11,4% a partir de ontem, mas baixou em 21% a tarifa da ponte aérea Rio-São Paulo (Congonhas-Santos Dumont). Até 30 de agosto, a Rio Sul (subsidiária da Varig) cobrará R$ 219 no trecho. O mesmo preço está sendo cobrado pela TAM. Ela reajustou os preços em 11,3% em vários trechos no último sábado. Já a Vasp está aplicando, a partir de ontem, um aumento de 11,19%, válido para todas as rotas. Na ponte aérea Rio São-Paulo, o reajuste da Vasp foi de 13%, fazendo com que a tarifa no trecho pulasse para R$ 169. Movimento Segundo a Agência Brasil, o novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Orlando Boni, disse ontem, ao assumir o cargo no lugar de Fernando Perrone, que a previsão do setor para os próximos oito anos é dobrar o número de passageiros que circulam pelos aeroportos brasileiros. De acordo com Boni, o número de passageiros tem aumentado em média 8% ao ano, o que significou, em 2001, 74 milhões de passageiros circulando pelos aeroportos do país. Boni disse também que dará prioridade máxima ao relacionamento da Infraero com clientes e parceiros, por caracterizarem a razão de ser da empresa.