Economia
Ind�stria ser� destaque do PIB da crise
Rio de Janeiro, RJ ? A forte desaceleração nos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre, cujos resultados serão apresentados pelo IBGE no dia 10 de março, vai abranger todos os componentes do indicador, com destaque para a indústria e as exportações. Segundo analistas, o tombo do setor industrial no PIB será forte e a queda poderá ser a maior já apurada em 12 anos. A contribuição negativa do setor externo, que vem sendo registrada desde 2006, também foi mais acentuada no fim do ano passado. ?O efeito da crise foi generalizado no PIB e bateu na economia muito mais pela crise de confiança do que por qualquer motivo?, adianta o economista da LCA Consultoria, Braulio Borges. ### Retração chega a 6,2% nos EUA | FOLHA ONLINE A economia americana registrou uma contração de 6,2% no quarto trimestre, de acordo com a segunda estimativa de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do País entre outubro e dezembro do ano passado. A primeira estimativa, divulgada no mês passado, mostrava uma contração de 3,8%. O dado revisado é o pior desde a queda de 6,4% ocorrida no primeiro trimestre de 1982. Os dados foram divulgados na sexta-feira pelo governo americano. O novo dado sobre o PIB é baseado em informações mais completas do que as que estavam disponíveis à época da primeira divulgação, em janeiro. A estimativa apresentada reflete as reduções de estoques por parte das empresas e quedas nas exportações e na demanda dos consumidores americanos. ### Empréstimo feito com reservas não empolga | FOLHAPRESS Brasília, DF ? Anunciado há pouco mais de três semanas, o programa de empréstimos de dólares das reservas internacionais do Brasil a empresas que tenham dívidas a pagar no exterior ainda não saiu do papel. Na sexta (27), quando o Banco Central iria liberar a primeira parcela de recursos, nenhum desembolso foi feito. Inicialmente, o BC estimava que a procura por essas linhas de crédito pudesse chegar a US$ 36 bilhões. Até agora, porém, não foram fechados acordos entre empresas e bancos para que esses dólares pudessem ser liberados. Segundo as regras divulgadas no começo do mês, as companhias que tivessem interesse em usar os dólares das reservas para pagar dívidas contraídas no mercado internacional deveriam primeiro procurar uma instituição financeira, que intermediaria a operação com o Banco Central. ///