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CEF vai usar dinheiro do FAT para financiar im�veis usados

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A Caixa Econômica Federal vai retomar o financiamento de imóveis usados, que está suspenso desde o fim de agosto de 2001. Só que o dinheiro que será usado para financiar a compra da casa própria não sairá do banco e sim do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) reuniu-se, ontem, e aprovou a utilização dos recursos do FAT no financiamento de imóveis usados. As regras e a data em que a nova modalidade de crédito será efetivamente liberada serão detalhadas hoje pela Caixa. Segundo o presidente do Codefat, Canindé Pegado, as regras do FAT-Habitação foram alteradas, pois o programa não havia decolado. Do R$ 1 bilhão liberado no começo de 2002 para o financiamento de imóveis novos ou em construção com recursos do FAT, apenas R$ 100 mil foram emprestados até agora. ?Quando criamos o FAT-Habitação, o objetivo era alavancar a construção civil e gerar empregos. Só que não foi isso que aconteceu. Tivemos de mudar as regras do financiamento. Queremos que os recursos sejam totalmente aproveitado??, afirmou, Canindé Pegado. Novas regras Agora, além de financiar imóveis novos, em construção e usados, o FAT também terá regras mais flexíveis para concessão de crédito. O prazo de pagamento do financiamento foi ampliado de 15 anos para 18 anos. O limite de comprometimento de renda do mutuário com a prestação do financiamento continua mantido em 30%. ?Como o prazo foi ampliado, o valor da prestação ficará menor e o mutuário comprometerá menos do seu rendimento para arcar com o custo do financiamento?, afirmou Pegado. O valor do empréstimo continua sendo R$ 180 mil, mas o valor de avaliação do imóvel foi ampliado de R$ 300 mil para R$ 450 mil nas regiões metropolitanas do país. Nas demais, o valor de avaliação de imóveis passou de R$ 300 mil para R$ 350 mil. O mercado imobiliário reclamava do alto nível de rejeição dos pedidos de financiamento com recursos do FAT. ?As regras estavam muito engessadas e por isso o dinheiro não chegava até o mutuário. Esperamos que dessa vez o financiamento atenda à classe média?, concluiu Pegado.

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