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D�lar registra segundo recorde sucessivo

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A conjunção de uma das mais graves crises financeiras no mercado internacional nos últimos tempos com as incertezas políticas domésticas e a expectativa em relação a um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) levaram, ontem, o dólar a registrar seu segundo recorde sucessivo. O risco-Brasil também cresceu drasticamente, principalmente depois que o JP Morgan reduziu sua recomendação de compra para os títulos da dívida brasileira ? sobre os preços e juros nos quais o indicador de risco se baseia. A alta, até as 17 horas, era de 5,4% e o risco operava abaixo de seu recorde histórico, obtido em janeiro de 1999. A moeda norte-americana fechou a R$ 2,92 para venda e R$ 2,918 para compra, as maiores cotações de fechamento desde a criação do real, em 1994. A alta no dia foi de 0,48%. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 2,933. Apesar do recorde de fechamento, esta não é a cotação máxima registrada durante o dia de negócios, ficando atrás dos R$ 2,946 atingidos no dia 3 deste mês. Efeito dominó Os investidores ainda fogem do mercado brasileiro de ações com medo de seu dinheiro virar pó com o efeito dominó da crise de confiança que abala a economia dos EUA. Resultado: a Bovespa teve, ontem, a terceira queda consecutiva. Terminou em queda de 1,48%.Com o resultado, já acumula perdas de 8% na semana, de 12,5% no mês e de 28% no ano. O principal índice da Bolsa paulista finalizou em 9.745 pontos, o menor nível desde 18 de agosto de 1999.

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