Economia
Aumenta expectativa de corte nos juros
O decepcionante resultado do PIB do quarto trimestre fez com que crescesse a expectativa de uma redução mais expressiva da taxa básica Selic hoje. Com a economia em ritmo mais fraco, se tornaram maioria os investidores que contam com uma redução de 1,5 ponto percentual na Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia na noite de hoje como fica a nova taxa básica, que está em 12,75%. Até a semana passada, a maioria do mercado projetava que a Selic cairia para 11,75%. Agora, aumentou a expectativa de que a taxa seja cortada para 11,25%. ?O resultado do PIB abriu espaço para o Copom cortar a Selic em 1,5 ponto, sem o ônus dos efeitos sobre a inflação. Uma redução de 1 ponto já é dada como certa, e 1,5 ponto não será mais surpresa. ### Lula descarta recessão, apesar de números negativos | TÂNIA MONTEIRO / FABIO GRANER - Agência Estado Brasília, DF ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enfático, ontem, ao descartar a possibilidade de o Brasil enfrentar recessão neste ano, apesar dos últimos números negativos da economia. Lula disse que a redução do PIB no quarto trimestre do ano passado ?já era esperada? e reconheceu que o resultado no primeiro trimestre deste ano ainda ?será fraco?. Mas, otimista, afirmou que a economia ?em março já apresenta sinais de recuperação em várias áreas?. Segundo ele, as empresas já reduziram seus estoques e o crédito começa a se normalizar. ?O susto já passou em muita gente?, disse. Questionado sobre a previsão da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) de que a economia deve crescer ?próxima de zero? em 2009, o presidente respondeu: ?mesmo que ele seja próximo de zero, o Brasil certamente será um dos poucos países do mundo que não terão uma recessão, como terão os países ricos?. ### Investimento de empresa cai 9,8% | SAMANTHA LIMA / PEDRO SOARES - Folhapress Rio de Janeiro, RJ ? A piora no crédito e nas expectativas em relação à economia levaram os empresários a interromper um ciclo de nove trimestres de alta nos investimentos. O volume de recursos destinados à ampliação da capacidade produtiva do País caiu 9,8% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior ? quando avançou 8,4%. Ainda assim, o indicador teve a maior expansão anual desde 1996, de 13,8%, reflexo do desempenho anterior à crise. Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, mais uma vez fica clara a piora do humor dos empresários. A alta foi de apenas 3,8%, depois de seis trimestres de variação de dois dígitos. Foi o pior resultado desde o segundo trimestre de 2005, quando atingiu 3,1%. ///