Consumo
Vendas no comércio de Alagoas acumulam 2º maior crescimento do Nordeste em 2025
De janeiro a setembro, desempenho do setor registrou avanço de 4,1%, segundo o IBGE
As vendas no comércio varejista de Alagoas registraram um crescimento de 4,1% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nessa quinta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se do segundo melhor desempenho entre os estados do Nordeste - atrás apenas da Paraíba, que cresceu 5,5% - e o quarto maior do País. Nessa base de comparação, o Amapá encabeça o ranking, com crescimento de 7,4%, seguido de Santa Catarina (5,9%) e Paraíba.
No acumulado do ano, o desempenho do comércio alagoano superou as vendas no Brasil, que cresceram 1,5% no período.
De acordo com o levantamento, apenas em setembro as vendas no comércio alagoano apresentaram crescimento de 2%, ante o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com agosto, as vendas recuaram 1,1%.
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Comércio varejista ampliado
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─, Alagoas acumula crescimento de 1% no ano.
Em setembro, a alta foi de 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2024. Já na comparação com agosto, as vendas ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,2%.
Em todo o País, as vendas no comércio recuaram 0,3% na passagem de agosto para setembro. O resultado é o quinto negativo em um período de seis meses. Em agosto, o setor chegou a crescer 0,1%, mas de abril a julho, apresentou quatro quedas seguidas.
No acumulado de 12 meses, o setor acumula crescimento de 2,1%, a menor desde janeiro de 2024. Desde abril, quando o crescimento anual alcançou 3,4%, o desempenho do comércio tem mostrado trajetória decrescente.
O analista do IBGE Cristiano Santos afirma que o setor se situa em um patamar 1,1% abaixo de março de 2025, ponto mais alto da série iniciada no ano 2000. “Setembro é um resultado que retoma aquela trajetória negativa que estava acontecendo."
Segundo Santos, a inflação e a base de comparação alta de março são fatores que explicam o comércio “andar de lado” nos últimos meses.
Em relação a setembro de 2024 houve expansão de 0,8%. No terceiro trimestre, há recuo de 0,4% ante o segundo trimestre.
A pesquisa coloca o comércio brasileiro em um patamar 8,9% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador cresceu 0,2% de agosto para setembro e marca alta de 0,7% no acumulado de 12 meses.
Desempenho do comércio varejista entre os estados Nordestino em 2025
Paraíba - 5,5%
Alagoas - 4,1%
Rio Grande do Norte -3,6%
Ceará - 3,1%
Maranhão - 1,7%
Pernambuco - 1,7%
Bahia - 1,4%
Piauí - 1,1%
Sergipe - 0,9%
Fonte: IBGE