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Empres�rios v�o � Argentina negociar

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Brasília, DF ? Cinco setores produtivos brasileiros negociarão, no próximo dia 25, em Buenos Aires, acordos de restrição voluntária de seus embarques à Argentina, como meio de obter do governo de Cristina Kirchner uma liberação mais rápida das licenças de importação. Essa primeira rodada envolverá os produtores de calçados, têxteis e confecções, motocicletas, autopeças e móveis. Entretanto, serão tratadas também as demandas de produtores brasileiros de vinhos e de farinha de trigo por cotas que limitem os volumes de importação da Argentina. No início de março, o governo brasileiro decidiu despejar no ombro do empresariado a incumbência de resolver o mais novo impasse no comércio bilateral. Desde setembro, como resposta aos efeitos da crise econômica mundial, a Argentina passou a exigir licenças prévias de importação, com deliberado atraso nas suas emissões. ### Brasil procura autossuficiência no trigo | DENISE CHRISPIM MARIN / FABÍOLA SALVADOR -Agência Estado Brasília, DF ? Cerca de 10% das exportações argentinas ao Brasil devem evaporar até meados da próxima década. Castigado pelas incertezas das safras e dos embarques do país vizinho, o governo decidiu impulsionar a produção de trigo irrigado no Cerrado brasileiro, com a autossuficiência como meta. Na semana que vem, o Ministério da Agricultura vai anunciar um pacote de estímulo ao plantio, que prevê o aumento entre 10% e 15% no preço mínimo dos cultivos de trigo da região. Dentro de quatro anos, o governo espera que a colheita de trigo no País alcance 7 milhões de toneladas ? volume equivalente a 70% do atual consumo nacional. ?O trigo sempre foi usado pelo Brasil como moeda de troca para a indústria vender seus produtos para a Argentina, principalmente os da linha branca?, resumiu Julio Cesar Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados, ao destacar um tópico do equilíbrio delicado do comércio bilateral. ?Agora, em médio e longo prazos, o governo aposta na expansão do trigo no Cerrado?, completou. ///

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