Economia
Cooperativas de cr�dito n�o sentem crise
Em meio à crise mundial, um segmento passa ao largo dessa onda financeira negativa, seja ela ?marolinha? ou ?tsunami?. São as cooperativas de crédito, que chegam mesmo a declararem-se beneficiadas com as consequências do violento baque que a economia mundial sofreu a partir da crise no setor imobiliário dos Estados Unidos. Em Alagoas, assim como no resto do País, as cooperativas de crédito conseguiram, desde que a crise começou, aumentar seu patrimônio líquido. Um exemplo é a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores e Membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e de Órgãos Jurídicos em Alagoas (Juriscred), cooperativa de crédito que reúne os chamados operadores do Direito (juízes, advogados, promotores e defensores públicos e servidores do poder Judiciário). ### Entidades aumentam recursos para empréstimo Também satisfeito está o gerente administrativo da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Contabilistas, Administradores e Economistas de Alagoas (Contcred), Euvaldo de Carvalho Neto, comemorando o bom resultado da entidade em 2008. A sobra desse exercício foi de R$ 21 mil. ?Para o nosso tamanho é um resultado satisfatório?, afirma ele, revelando que a Contcred tem hoje 400 cooperados e um contingente de seis mil profissionais da área a ser conquistado. Tendo alcançado a meta planejada para o último exercício, a cooperativa dos administradores, contabilistas e economistas, criada em 1998, passa imune pela crise financeira que quase arrasou os grandes bancos comerciais pelo mundo afora. Euvaldo só faz uma ressalva: é preciso ficar atento à queda da taxa Selic, pois com isso cai também o spread. ### Segmento reúne 7 mil cooperados e fatura R$ 21 mi/ano O presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/Alagoas), Marcos Braga da Rocha, conhecido especialista em cooperativismo, confirma a análise dos dirigentes das entidades de crédito cooperativo. Segundo ele, o segmento passou imune à crise justamente por não ser uma atividade especuladora. ?As cooperativas não fazem operação de risco no mercado financeiro?, afirma, acrescentando que embora represente menos de 3% da movimentação financeira do País, ?pouco expressivo para gerar transformação social?, o cooperativismo de crédito cresce a taxas superiores a outros setores da economia. No caso do cooperativismo, o resultado da atividade financeira é a sobra, que volta para seus associados. Nos bancos, a meta é o lucro, que se destina única e diretamente a um grupo pequeno, os banqueiros. ?As cooperativas promovem a desconcentração da riqueza?, acrescenta o presidente da OCB/AL. ### Instrumentos de desenvolvimento As cooperativas prestam serviços financeiros como concessão de crédito, captação de depósitos à vista e a prazo, cheques e cobrança As cooperativas de crédito são instituições financeiras semelhantes aos bancos comerciais. Só que constituídas com o objetivo de atuar em benefício comum, ou seja, do grupo que a integra. No caso dos bancos, o objetivo é o lucro para o proprietário. As cooperativas prestam serviços financeiros como concessão de crédito, captação de depósitos à vista e a prazo, cheques, cobrança, custódia, recebimentos e pagamentos, entre outras operações específicas e atribuições estabelecidas na legislação em vigor. Entretanto, seu objetivo não é o lucro. ///