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Faltam moedas estrangeiras em Macei�

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Vinte e nove navios aportados e mais de 70 mil turistas circulando em Maceió, entre os meses de novembro de 2008 e março de 2009. O saldo é somente da última estação de cruzeiros marítimos, encerrada no mês passado. Mas passam as águas de março e, junto com elas, alguns bons números da alta temporada de turismo no Nordeste. Com a palavra, as agências de câmbio que atuam na capital alagoana e amargam a queda no comércio de moedas estrangeiras. Se antes era fácil encontrá-las em abundância nos guichês, nesse período é preciso fazer reservas e se antecipar para garantir a compra de alguns dólares ou euros. As agências calculam em 40% o recuo do chamado mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes ? ou Câmbio Turismo ? , podendo chegar a 50% nos próximos dois meses. Isso porque, com a escassez de turistas estrangeiros, as agências deixam de comprar as moedas e, consequentemente, acabam ficando sem ?estoque? para vender. ### Oscilação no preço é pequena As vantagens em se trocar a moeda local por aquela do país a ser visitado, antes da viagem, são muitas. A começar pela comodidade do idioma, que evita possíveis falhas de comunicação em um lugar estranho. Além disso, levar uma quantia em dinheiro na moeda do local a ser visitado é aconselhável para facilitar as despesas iniciais, como o táxi do aeroporto até o hotel. Outro fator a se considerar é a forma como a taxa de câmbio flutua. Se essa taxa é favorável antes da partida, é possível estimar o quanto de moeda local será preciso para a viagem inteira e trocar tudo de uma vez. ### Mercado paralelo prejudica agências O investimento em viagens e excursões nacionais, principalmente regionais, não é uma reação exclusiva de uma única agência à baixa temporada do turismo internacional em Maceió, vinda com o período pós-verão. A preocupação com a propalada crise financeira mundial tem deixado empresários do ramo turístico apreensivos e preparados para pôr em prática seus ?planos B?. Embora os efeitos ainda não tenham sido sentidos diretamente, os empresários admitem: os turistas tendem a se precaver e a poupar os rendimentos, se voltando cada vez mais para viagens curtas e mais baratas. ### Negócio é vantajoso para ?doleiros? Andando pela orla de Maceió, não é difícil encontrar quem compre ou quem conheça compradores informais de dólares americanos. Na Praia de Pajuçara, a vendedora de acarajés se aproxima, discretamente, de dois homens sentados na areia, e volta segundos depois, apontando para um estabelecimento do outro lado da rua. ?Eles são locadores de veículos e conhecem tudo por aqui. Disseram que ali você consegue vender?, diz ela. O estabelecimento comercial não é discreto. Ao contrário, é elegante e possui ares de bairro nobre. O homem que se levanta do caixa aceita falar com a reportagem da Gazeta, sob a promessa de não ter a identidade revelada. ///

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