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D�lar fecha a R$ 2,995 depois de passar de R$ 3

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São Paulo - Em uma quinta-feira histórica, o dólar rompeu, pela primeira vez, a barreira psicológica dos R$ 3, que assombrava investidores desde os atentados terroristas contra os EUA, em setembro de 2001. Fechou os negócios no viva-voz a R$ 2,995 para venda e R$ 2,990 para compra, em alta de 1,66%. A Bovespa fechou em baixa de 2,73%. Na máxima do dia, a moeda norte-americana valeu, ontem, R$ 3,03. O salto foi tamanho que nem o dólar no ?black? (exceto em São Paulo) nem os contratos de futuro com a moeda estão valendo tanto. No paralelo, o dólar fechou a R$ 3,03 em São Paulo e R$ 2,98 no Rio de Janeiro. Já na BM&F, o contrato para agosto cota o dólar em R$ 2,982 e para setembro, em R$ 2,968. Após a declaração do presidente da entidade, Armínio Fraga, ontem, de que o País poderia voltar a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) caso a situação financeira piorasse, as cotações testam novos limites em uma corrida na expectativa da reação da autoridade monetária. Aumento da dívida A dívida líquida do setor público consolidado aumentou para R$ 750,258 bilhões (58,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em junho, contra os R$ 708,454 bilhões (55,9% do PIB) atingidos em maio. Esse saldo extrapola a meta indicativa para a trajetória da dívida, que consta do acordo do Brasil com o FMI. A meta indicativa previa que a dívida pública chegaria ao final de junho em R$ 725,079 bilhões. O efeito da alta do dólar no endividamento do setor público brasileiro preocupa o mercado financeiro. E o fato de o montante da dívida líquida do setor público ser equivalente a 58,6% do PIB (soma das riquezas do país) em junho, é desconfortável para o País, segundo o economista Alexandre Bassoli, do HSBC.

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