Avanço
Investimentos na indústria em Alagoas atingem R$ 4,2 bilhões, diz Fiea
Levantamento da federação alagoana mostra que volume está distribuído em quatro municípios do estado


Estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) revela que o setor industrial alagoano recebeu aporte de R$ 4,26 bilhões em 2025. De acordo com a publicação Radar de Investimentos – documento elaborado pelo Observatório da Indústria da Fiea –, quatro municípios concentraram o volume de recursos: Pilar, Rio Largo, Batalha e Maceió.
Segundo o documento, os investimentos contemplam setores estratégicos como energia, alimentos, logística e infraestrutura, reforçando a diversificação produtiva e a interiorização do desenvolvimento econômico.
“O estudo oferece uma visão aprofundada sobre onde estão sendo feitos os investimentos e quais setores estão puxando o crescimento de Alagoas. Essas informações ajudam o empresariado e o poder público a tomarem decisões mais estratégicas e a preparar nossa mão de obra para aproveitar as novas oportunidades que estão surgindo”, destacou o presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade.
O estudo da federação ressalta que os investimentos nos quatro municípios devem gerar até 4,1 mil empregos diretos.
Entre os destaques está o projeto da Origem Energia, que prevê US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) para a implantação de termelétricas e de um sistema subterrâneo de estocagem de gás natural em Pilar – empreendimento inédito no Brasil, com potencial de posicionar Alagoas como um importante polo energético nacional.
"O projeto de estocagem de gás pode posicionar Alagoas como nodo estratégico da cadeia nacional de gás, reduzindo custo logístico para indústrias que dependem de gás natural", destaca o radar.
"A implantação de termelétricas remete à oferta energética para suportar demanda futura, especialmente para setores intensivos em energia. No curto prazo, a cadeia de fornecedores de equipamentos (tubulações, compressores, turbinas) poderá ser demandada, favorecendo empresas locais ou regionais. Pode haver sinergia com projetos industriais que dependem de fornecimento confiável de energia/gás", acrescenta.
Ainda em Pilar, o Grupo Maratá anunciou R$ 400 milhões para a construção de um novo moinho de trigo, um dos seis maiores do país, com previsão de 600 empregos diretos e indiretos. O projeto fortalece o setor alimentício e cria novas oportunidades logísticas na região.
Em Rio Largo, a Bauducco ampliará sua unidade local com uma nova linha de produção de mini panettones e mini chocottones, investimento estimado em R$ 10 milhões e geração de até 370 empregos. Já em Batalha, a Algás destinará R$ 5 milhões para expandir o fornecimento de gás natural ao sertão, etapa fundamental no processo de interiorização da rede de energia.
Na capital, o Porto de Maceió passará por obras de modernização e requalificação, com investimentos de R$ 150 milhões até 2027. As intervenções incluem dragagem, novas defensas, sede administrativa e melhorias logísticas, com impacto direto na competitividade das exportações e na geração de até 1.000 empregos.
