Consumo
Entre o tempo e o bolso: pais buscam alternativas para driblar custos do material escolar
Pesquisa de preço, compras coletivas e pagamento de taxas extras estão entre a opções em Alagoas


O início do ano letivo sempre traz uma série de desafios. Para os alunos, o começo das aulas costuma ser marcado pela ansiedade diante das novas experiências, além da necessidade de retomar o foco e a concentração para o desempenho escolar.
Para pais e responsáveis, porém, o ano letivo começa bem antes, ainda no período de matrículas. É justamente entre outubro e janeiro que muitos precisam fazer verdadeiros malabarismos para equilibrar uma conta que parece não fechar: conciliar tempo, disponibilidade e orçamento para a compra do material escolar.
Nesse momento, vale lançar mão de diferentes estratégias, como pesquisar preços em lojas e papelarias da cidade, realizar compras coletivas ou optar pelo pagamento das taxas cobradas pelas escolas para a aquisição dos materiais.
A jornalista Débora Hagestedt Muniz optou, neste ano letivo, por pagar a taxa referente aos materiais coletivos e individuais diretamente à escola onde o filho estuda. Segundo ela, a decisão foi motivada principalmente pela praticidade.
“Janeiro é um mês em que vou trabalhar muito, então não tenho tempo de ir ao Centro ou percorrer várias papelarias para pesquisar preços. Muitas vezes, você não encontra todos os itens em um único lugar ou percebe variações grandes de preço, o que exige circular por várias lojas. Isso demanda tempo e disponibilidade”, explicou.
Já a médica Caroline Sampaio prefere pesquisar os materiais por conta própria. Ela conta que há dois anos compra os itens da filha no Centro da cidade e afirma que a economia é significativa em relação ao valor cobrado pela escola.
“Eu sempre prefiro comprar separadamente. Já percebi que o valor é bastante diferente. No ano passado, economizei, com o material coletivo, cerca de metade do valor da taxa solicitada pela escola. Hoje já sei quais lojas têm os produtos mais baratos e vou garimpando. Financeiramente vale mais a pena, mas entendo que nem todos têm tempo ou paciência para isso”, comenta.
Caroline também alerta pais e responsáveis para a importância de verificar, ao receber a lista de materiais das escolas, quais itens são realmente obrigatórios, conforme orientações do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon-AL).
A nutricionista Thaysa Oliveira, mãe de dois filhos, adotou outra alternativa: a compra de livros didáticos e paradidáticos em sites especializados em alfarrábios virtuais. Segundo ela, é possível encontrar materiais em bom estado e com preços mais acessíveis.
“Existem sites que funcionam como alfarrábios online e compensam muito para a compra de livros didáticos. O preço é bem mais baixo do que o dos livros novos, e a qualidade é ótima. Isso reduz bastante o valor do material escolar no orçamento. Compensa muito e a entrega costuma ser rápida”, afirma.
Lista do Procon
O Procon Alagoas disponibiliza uma lista com os materiais que podem ser solicitados pelas escolas, além de indicar itens que não podem ser exigidos. A orientação é que pais e responsáveis consultem o órgão antes de efetuar as compras.
