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Setor de serviços de AL deve ser beneficiado com feriados de 2026

Hotéis, bares e restaurantes são diretamente beneficiados pela alta de circulação de pessoas no período, diz economista

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Setor de turismo será amplamente beneficiado com feriados
Setor de turismo será amplamente beneficiado com feriados | Foto: Ascom Setur

O ano mal começou e o alagoano já checou todas as datas de feriados até dezembro. Neste ano, de dez feriados nacionais, sete cairão em uma sexta ou segunda-feira, configurando o famoso “feriadão”. Para o trabalhador, a notícia é ótima, mas para a economia isso pode significar perdas, a depender do setor comercial.

O ano de 2026 é perfeito para quem gosta de viajar e passar um fim de semana diferente. Os setores de serviços, que são destaque em Alagoas, são os mais beneficiados com o calendário, enquanto o setor industrial deve apresentar perdas.

“Do ponto de vista negativo [dos feriadões], principalmente quando o setor que depende de regularidade produtiva e de dias úteis contínuos, como na indústria, você tem uma redução do número de horas produtivas, você tem custos fixos que precisam ser mantidos, que você vai ter que parar a produção, então você tem custos fixos mantidos com menor produção”, diz o economia Jarpa Aramis.

Para o diretor da Aliança Comercial de Maceió, Marcos Silveira, o alto número de feriadões impacta diretamente na economia empresarial.

“Isso impacta no faturamento das empresas, e a conta às vezes fica difícil de fechar. Porque se paga 30 dias, mas se só se trabalha 19, 20 dias quando tem feriados, então essa conta fica difícil de fechar. E o empresário tem que se desdobrar para poder conseguir balancear isso com esse número exagerado de feriados que a gente possui”, reflete.

Os setores mais focados em serviços, como hotéis, bares, restaurantes e afins são diretamente beneficiados pela maior circulação de pessoas, e a expectativa é de aumento no número de consumidores nesta área. De acordo com o economista, os feriadões também devem gerar uma redistribuição de renda no comércio.

“Também temos um efeito redistributivo da renda, ou seja, a renda tende a circular mais em setores que são intensivos em serviços e menos em setores industriais. E também tem o consumo. Como a gente vai ter uma circulação maior de pessoas, a renda vai estar circulando”, afirma.

Em Alagoas, o comércio focado em turismo deve ser o maior favorecido. Além das folgas prolongadas, outros fatores fazem com que o estado seja ‘alvo’ de turistas que queiram passar um momento de lazer.

“Alagoas termina se beneficiando por essa vocação, principalmente turística. Nós temos um clima constante, ou seja, a sazonalidade interfere mais ou menos. E também a capacidade de absorver o turismo de curta permanência, que é típico do feriadão. Os feriadões funcionam como mini-altas temporadas, são destinos que a gente visita e revisita”, diz Jarpa.

Olhando diretamente para o estado alagoano, apesar dos pontos negativos em setores industriais, o estado tem o privilégio de ter a economia baseada em serviços, como afirma o economista.

“De modo geral, quando a gente vê Alagoas em especial, os feriadões favorecem a economia que é baseada em serviço, onde tem um foco em turismo, então os mercados onde o turismo é preponderante, são favorecidos, e gera renda, ocupação, circulação de grana local”, completa.

*Estagiário sob supervisão.

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