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Valor da cesta básica vendida em Maceió tem o maior aumento do país em dezembro

Apesar da alta, preço médio do kit básico de alimentos é o segundo menor entre as capitais

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A cesta básica mais cara do país no mês de dezembro foi a de São Paulo
A cesta básica mais cara do país no mês de dezembro foi a de São Paulo | Foto: Divulgação

Maceió registrou o maior aumento do país no valor da cesta básica em dezembro, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (8), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Segundo o estudo, feito em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na passagem de novembro para dezembro o valor do kit de alimentos vendido na capital alagoana apresentou alta de 3,19%.

Trata-se de um dos 17 avanços registrados entre as 27 capitais pesquisadas pelo Dieese. Depois de Maceió, os maiores aumentos aparecem em Belo Horizonte, com avanço de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

Já as quedas mais expressivas foram observadas na região Norte do País, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

Especificamente em Maceió, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios, sendo que o tomate apresentou o maior avanço, com 24,78%. Em seguida aparecem a carne bovina de primeira (4,50%), manteiga (1,75%), feijão carioca (1,67%), banana (1,57%) e café em pó (0,15%).

O valor médio do leite integral ficou estável. Cinco itens apresentaram queda: arroz agulhinha (-6,65%), açúcar cristal (-2,10%), pão francês (-1,48%), óleo de soja (-0,76%) e farinha de mandioca (-0,34%).

Horas trabalhadas

Em dezembro de 2025, o trabalhador de Maceió, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 85 horas e 28 minutos para adquirir a cesta básica. Em novembro de 2025, o tempo de trabalho necessário havia sido de 82 horas e 49 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em dezembro de 2025, 42,00% da renda para adquirir a cesta. Em novembro de 2025, esse percentual correspondeu a 40,70% da renda líquida.

Valor absoluto

Apesar do maior aumento do País, o preço médio da cesta básica vendida em Maceió encerrou 2025 como segundo menor entre as 27 capitais pesquisadas. De acordo com a pesquisa, o maceioense desembolsou R$ 589,69. O preço só é maior do que a cesta vendida em Aracaju (R$ 439,49).

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

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