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Setor de confeitaria registra alta de 37% em 2025, diz Juceal

Crescimento reflete alta procura por doces artesanais e bolos personalizados, cada vez mais valorizados pelos consumidores

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Douglas Santos aprendeu as técnicas de forma autodidata
Douglas Santos aprendeu as técnicas de forma autodidata | Foto: Redes sociais

A vida do alagoano ficou mais adocicada em 2025. Dados da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) mostram que o estado registrou um aumento de 37% no número de empreendimentos ligados ao setor de confeitaria. O crescimento reflete a alta procura por doces artesanais e bolos personalizados, cada vez mais valorizados pelos consumidores.

A analista de Relacionamento Empresarial do Sebrae/AL, Vania Britto, explica que o setor tem atraído novos empreendedores devido à demanda crescente por produtos inovadores e cheios de personalidade.

“A gastronomia em Alagoas vive um momento de forte valorização e expansão. O setor tem atraído novos empreendedores, impulsionado pelas redes sociais e pela busca por produtos artesanais e personalizados”, afirma.

Outro fator que contribui para o avanço do segmento é o investimento inicial relativamente baixo, quando comparado a outros tipos de negócio. Vania também destaca a relação afetiva do alagoano com a cultura regional, elemento amplamente explorado pelos novos empreendedores na tentativa de conquistar uma clientela cada vez maior.

Em Maceió, não faltam histórias de quem decidiu apostar na confeitaria e hoje colhe bons resultados. Gabriela Queiroz é uma delas. Aos 16 anos, participou de um curso gratuito de três meses e acabou selecionada para um campeonato internacional de confeitaria.

“Dentro desse período da seleção, eu me destaquei, fui avançando em todas as etapas do processo seletivo e permaneci durante um ano em treinamento para a competição”, relata.

Gabriela competiu, conquistou prêmios internacionais, tornou-se instrutora e formou centenas de profissionais. Já consolidada no mercado, abriu o próprio ateliê e se tornou referência no segmento.

Outros relatos mostram que há diferentes caminhos para o sucesso. Douglas Santos, por exemplo, aprendeu as técnicas de forma autodidata. Sem recursos para investir em cursos, observava o trabalho de outros confeiteiros na internet e colocava o aprendizado em prática, em um processo de tentativa e erro dentro de casa.

“Eu pensava: ‘como é que faz uma flor?’. Aí eu pesquisava no YouTube. TikTok e Instagram ainda nem existiam. Eu ia observando o trabalho de outras pessoas”, conta.

Hoje, Douglas é vencedor de diversas competições. Conhecido por bolos de até dois metros de altura e ricos em detalhes, ele atribui o sucesso à valorização da própria trajetória. Entre as conquistas, está o quinto lugar em um campeonato realizado na Alemanha.

“Na época, eu morava em Maceió e sempre fiz questão de levar esse mérito para a minha cidade, para o Jacintinho, de onde venho e de onde tenho muito orgulho. Meu segredo sempre foi focar em mim, na minha experiência, e tentar ser melhor a cada dia”, afirma.

O boom das confeitarias vêm de anos anteriores. A instrutora da Área de Alimentos do Senai/AL, Marília Alves, diz que a pandemia influenciou bastante essa área de empreendimento alimentício. Os registros da Juceal mostram que o maior crescimento foi justamente nesta época, entre 2020 e 2021, com 143 aberturas de confeitarias.

*Sob supervisão da Editoria

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