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Custo da construção civil de Alagoas encerra ano com 2ª maior alta do Nordeste
Em números absolutos, o estado encerrou 2025 com o metro quadrado custando R$ 1.720,99


O custo da construção civil de Alagoas encerrou o ano de 2025 com alta de 6,94%, na comparação com o ano anterior, segundo levantamento divulgado nessa sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se do maior aumento do Nordeste e o quinto maior do País, atrás apenas do Mato Grosso, que encabeça o ranking com avanço de 8,05%, Acre (7,99%), Ceará (7,54%) e Minas Gerais (7,51%).
Em dezembro, o custo da construção civil alagoana registrou leve alta de 0,18%. Em números absolutos, o estado encerrou 2025 com o metro quadrado custando R$ 1.720,99.
Em todo o País, o Índice Nacional da Construção Civil registrou variação de 0,51% em dezembro de 2025, resultado 0,26 ponto percentual acima do observado em novembro, quando ficou em 0,25%. Com isso, o índice acumulou alta de 5,63% no ano e superou em 1,65 ponto percentual o resultado de 2024, que havia sido de 3,98%, de acordo com dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, calculado pelo IBGE.
O custo médio nacional da construção chegou a R$ 1.891,63 por metro quadrado em dezembro. Desse total, R$ 1.078,39 correspondem aos gastos com materiais e R$ 813,24 aos custos de mão de obra. A parcela de materiais apresentou variação de 0,27% no mês e ficou abaixo tanto da taxa registrada em novembro quanto do resultado observado em dezembro do ano anterior.
Já a mão de obra registrou alta de 0,83% em dezembro, avanço significativo em relação ao mês anterior e ao mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, os custos subiram 7,63%, enquanto os materiais avançaram 4,20%.
Na análise regional, o Centro-Oeste encerrou 2025 com a maior alta acumulada entre as grandes regiões, de 6,27%. Em dezembro, os custos por metro quadrado variaram de R$ 1.756,96 no Nordeste a R$ 2.021,12 no Sul. O Sudeste apresentou a maior variação mensal, de 0,97%, influenciado pelas altas nos quatro estados da região e pelos acordos coletivos observados em Minas Gerais.
A região Norte teve a menor variação acumulada em 2025, com alta de 4,62%, e foi a única a apresentar redução em relação ao acumulado de 2024. Já o Centro-Oeste também concentrou a maior aceleração anual do índice.
